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A vida é muito curta para aceitarmos ser medíocres!

Assalto à mediocridade: a vida é demasiado curta para que você se permita ser medíocre.



Perdoe-me, mas estar num emprego que não gosta ou que o faz sofrer é mediocridade. Manter-se numa relação sem amor é mediocridade. Agarrar-se ao passado para lamentar o presente é mediocridade. Negar-se à felicidade é mediocridade. Escolher por medo é mediocridade. Deixar de sonhar é mediocridade.

Não ser grato é mediocridade. Depender emocionalmente é mediocridade. Não acreditar em si mesmo é mediocridade. Viver sem tempo para nada é mediocridade. Existir exclusivamente para agradar aos outros é mediocridade. Mentir para si mesmo é mediocridade. Fugir do que sente é mediocridade. Não se respeitar na mais pequena das suas escolhas é mediocridade.

Na verdade, ser medíocre é passar ao lado da vida, é escolher sobreviver em vez de viver. É escolher ser o que nunca se quis ser. É ir para onde nunca se desejou ir.

É continuar onde não se quer mais ficar. É suportar o insuportável e tolerar o que se tornou intolerável. É querer ser apenas como os outros.


No entanto, ser medíocre não é ser menos que alguém. É sobretudo não ser o que se deveria ser para si mesmo. É ser apenas aquilo que os outros lhe permitem ser.

Na verdade, todo o medíocre teme a mudança, porque teme a vida. Quer muito, mas não faz quase nada. Perde-se em promessas e não cumpre nenhuma. É alguém que deseja muito fugir do sofrimento, mas não entende que o vive deste modo de uma forma ainda mais insistente.

A mediocridade é sinônimo de medo, de fuga, de desculpas. Ser medíocre é aceitar fazer quase tudo em esforço, precisamente porque não se acredita ser merecedor de mais nada.

Para abandonar a mediocridade, a pessoa tem de se questionar sobre quase tudo aquilo em que acredita. Tem, praticamente, que rever todos os seus valores e princípios e ousar sair da sua zona pequenina de vida. Tem de passar a seguir aquilo que nunca ousou seguir, pensar como nunca quis e soube pensar, respeitar-se mais do que alguma vez o fez.


A dificuldade está aí, porque o medíocre nunca acredita nele mesmo, nem nas suas capacidades e talentos. O medíocre diminui-se na comparação com aqueles que acha melhores do que ele. Raramente, ele se sente alguém capaz de algo grande e feito por si. Precisa constantemente sentir que é amado e aceito, para preencher a sua carência afetiva e a sua necessidade de aprovação por parte dos outros.

Para sair da mediocridade, a pessoa tem de querer mesmo muito mudar de vida, porque as críticas e os julgamentos dos outros vão doer muito.

Tem de ter consciência de que vai haver exclusão, rejeição, abandono, sofrimento, unicamente porque aqueles com quem convivia antes não vão aceitar a sensação de estarem diminuídos pela escolha de quem decide sair da mediocridade.

Sair de um grupo é uma maneira de mostrar que não se concorda com o grupo. Ninguém do grupo vai ficar contente. Ninguém vai aceitar facilmente uma “traição” destas. Essa é a razão pela qual muitos dos medíocres que tentam deixar a mediocridade desistem de mudar e voltam à mesmice da sua vida medíocre.

Ficar numa vida medíocre parece, muitas vezes, o melhor caminho para não ter chatices e viver em paz. No entanto, é precisamente o contrário.

Quanto mais se quer viver em paz através da mediocridade, mais esforço se tem de fazer para manter uma paz que nunca é paz.

Normalmente, tem que se abdicar de muito de quem se é para conseguir viver no encalço dessa paz que nunca mais chega. O medíocre vive sempre na esperança do amanhã, porque não quer aceitar que a mudança se faz hoje. As desculpas que encontra são, quase sempre, colocando a culpa nos outros ou dizendo que não é capaz.

No final da vida, parte com a sensação de que a vida foi difícil e a felicidade foram pequenos e raros momentos perdidos no tempo, momentos que aconteceram, regra geral, antes dos seus 30 anos de idade.

Lembra-te disto: a vida é demasiado curta para que você se permita ser medíocre.

Pense bem nisso e sai da sua mediocridade. A vida espera por você, mas passa rápido.

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Direitos autorais da imagem de capa: Ke Atlas  on Unsplash

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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