A VIDA É UM OCEANO DE PROVAS E ERRAR É TÃO CERTO QUANTO ACERTAR…



A vida é um oceano de provas e errar é tão certo quanto acertar; se perfeitos fossemos, certamente não estaríamos aqui…

Por vezes, erramos sem intenção, equivocados em alguma ilusão, por força dos nossos medos que nos fazem acreditar em mentiras que são mais fáceis de ouvir do que a verdade…

O medo de viver a verdade, um reflexo de dores passadas, faz-nos preferir consciente ou inconscientemente acreditar no que verdade não é, para acalentar a nossa consciência, pelo medo que estamos de sentir e de viver aquilo que a vida está a nos ofertar…

Por vezes, lutamos dentro de nós mesmos contra um sentir que chegou sem pedir licença para entrar, por medo do que a vida tem para nos ofertar, por um passado que ferida nos deixou e, que embora o tempo tenha passado, ainda não tinha totalmente cicatrizado…

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Por vezes, deixamos de viver e de lutar pelo medo de fracassar ao invés da vitória conquistar…

Por vezes, nem abraçamos a luta e perdemo-nos no vazio da inércia de não ter tentado viver o que abraçaria o nosso ser com a mais doce melodia, de um viver em sintonia com a nossa vontade, de acordo com nossas emoções, não contra elas…

Por vezes, a vida passa e ficamos no caminho, por medo de darmos passos que certamente seriam os condutores para um lugar de infinito amor, de grande paz, e com pouco dissabor, só porque o passado, presenteou-nos com algo totalmente diferente deste horizonte de que estamos a visualizar, o que faz com que passos não demos com medo de viver o que tem lá…



E o medo é o maior fator limitante de um homem na sua vida terrena. Há quem chame medo de covardia. Discordo totalmente desta filosofia. O medo é apenas um reflexo de vivências passadas, de registros na alma, de experiências registradas na mente em forma de memória, que com a marca tão ruim que ficou, tudo o que menos queremos é repetir tamanha dor…

O medo é sim difícil para quem sente, é fator limitante que impede este ser pensante de viver novas experiências que poderiam ser infinitamente ricas e totalmente diferentes daquelas que marcas deixaram…

E quem aos poucos se desperta do medo, e começa a refletir sobre tudo o que para trás deixou por medo de lutar em busca de paz e amor, começa a sofrer pela culpa. E o tempo todo passa a pedir direta ou indiretamente perdão, por ter feito uma fase da sua vida ficar inerte no tempo com repercussões para outras vidas, mas temos que entender, que para estarmos prontos para aceitar o perdão do outro, temos que perdoar a nós mesmos, pelas falhas que cometemos. E quando estamos de posse do perdão, do nosso encontro interior, da crença de que não somos perfeitos e erramos e vamos errar a cada instante na tentativa de acertarmos, é o momento em que estamos prontos para colher o que a vida tem para nos dar…

E o medo acaba por dar passagem a uma força propulsora capaz de nos conduzir aos caminhos mais intensos, mais brilhantes e mais significantes de todo o viver.

E a vida ganha um novo sentido, deixa de ser vivida com o vazio do medo e passa a ser vivida com o abraço da força do amor…

Por que quem vive intensamente planta a cada dia a semente da experiência na alma e haverá de chegar um dia, que os erros ainda existirão, mas certamente com menos proporção dos cometidos no hoje, frente ao próximo e frente a nós mesmos…






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