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Vida on-line – quantas vezes preocupa-se mais com o número de likes do que em viver o momento?

Quantas vezes preocupa-se mais com o número de likes do que em viver o momento?

Numa geração dominada por Instagram, Facebook, Twitter e Snapchat raro aquele que não tem vida on-line. Raro aquele que se preocupa mais com a vida off-line. Mas qual seria a diferença? As redes sociais não deveriam retratar a realidade? Não deveriam assim, serem vidas iguais?



Talvez, mas não são…

Da mesma forma que quando encontramos alguém na rua e perguntamos se está tudo bem, não estamos realmente interessados ou preparados para ouvir problemas; ninguém gosta de ficar lendo desgraça. Ninguém, ou quase ninguém posta sobre os medos, inseguranças, tédio ou defeitos. Até acho saudável focar no positivo, no que temos de bom! Mas será que estamos sabendo equilibrar isso?

Ampliamos nossa vida pelas postagens, todos sabem o que estamos fazendo, com quem e aonde. Quantas vezes nos pegamos mais preocupados com o número de likes do que em viver o momento? Antigamente, fotos eram formas de registro para mostrarmos para as pessoas próximas e sempre relembrarmos. Hoje, fotos são para postar, para o outro ver. Esse outro nem precisa ser tão nosso amigo, muitas vezes nem amigo é. Ele vai saber que saímos. Ele vai saber que cortei o cabelo. Ele vai ver minha roupa nova. Ele vai saber que fui num lugar bacana. Ele vai ver que tiro fotos conceituais. Ele, Ele, Ele… O outro. Passamos a existir somente pelo olhar do outro.


Se o outro não ver, não tem tanta graça. Se o outro não ver, não infla nosso ego.  “Me mostre seu excesso que te direi sua carência”, somos a geração dos carentes. Dos que mendigam atenção em forma de curtidas e comentários. Que expõem suas inseguranças na necessidade da afirmação do outro sobre nós mesmos.

Se nosso mundo já era competitivo no âmbito profissional, com as redes sociais isso se expandiu. É uma competição em rede aberta, à um click de distância. Quem saiu mais vezes de balada no fim de semana? Quem foi no restaurante mais badalado? Quem conheceu primeiro aquele bar famoso? Quantas viagens você fez por ano? Quantas fotos dignas de blogueira foram tiradas? Aproveitamos realmente o momento? Apreciamos o restaurante, a balada e a viagem? Ou estamos mais preocupados e desesperados em expor para os outros uma vida de comercial de margarina? Uma vida que no fundo todos gostariam de ter, mas é ilusória, não existe.

Não ter, não ser, não pertencer. Esse é nosso maior medo, se não temos o que mostrar, se não somos descolados o suficiente… Não pertencemos! Não temos nosso espaço no mundo… Que ideia mais pequena! Um mundo com tanto espaço, um mundo que defende hipocritamente tanto as diferenças, esse mesmo mundo “briga” nas redes sociais por mais do mesmo!


Será que sabemos usar a modernidade a favor da conexão? Ou caminhamos cada vez mais para a nossa desconexão?

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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