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A vida nos ensina todos os dias que o tempo é imutável e o amor precioso!

A vida nos ensina todos os dias que o tempo é imutável e o amor precioso.

A vida nos ensina todos os dias que o tempo é imutável e o amor precioso!



Não permita percorrer a vida sem que as pessoas saibam o valor que elas tem pra você.  Não espere elas irem embora. Não espere o definitivo bater a sua porta.  Não conhecemos os projetos da vida e o que virá amanhã, o depois é incerto demais. Não espere pra dizer que ama, fale como se o último encontro fosse a única e derradeira oportunidade de exteriorizar seu sublime sentimento. Não se permita perceber – somente quando o outro partir – que você não fez tudo o que o seu coração almejava.

Costuma-se pensar que terá todo tempo do mundo.

Nem sempre é assim, a perda pode ser súbita. Tenha, portanto, consciência de que o preparo da vida é viver em sua totalidade. Não espere, mas é precedente incontestável a franca investigação e análise interior de que seu sentimento não é uma farsa, apego, projeção, entusiasmo, fantasia ou uma tentativa de preencher suas lacunas afetivas.


O amor verdadeiro é ágape. Ele sabe demonstrar, mas não é nó, é laço; não deseja que o outro seja o que você gostaria que ele fosse; é estimar as singularidades; é respeitar as não qualidades ou o que você acha que é inadequado pra você; nele pode haver divergência, mas não esgotamento; é permanecer gostando quando o outro revela a sua pior versão, os desvarios e, até mesmo, a sua indiferença; é entrega gratuita; é compaixão e altruísmo; é invocação à liberdade; é a experiência do cuidado; sua estrutura depende unicamente do sentir de um único coração; é acolhimento INCONDICIONAL; é o bem-ti-vi que repousa na janela do quarto mais iluminado de sua alma. E não tem o menor sentido se não for para nos edificar, para nos tornar seres humanos mais nobres.

Seja grato por conhecer o amor, regue-o em todos os momentos que puder, em cada contato, ligação, escrita e encontro. Não economize o afeto.

O tempo não volta. Realiza agora, no terreno do hoje, no presente mais inequívoco de sua existência.

Ana Claudia Arantes, médica geriatra, pós-graduada em psicologia e especialista em cuidados paliativos, sugere sabiamente que “se houver a perda, a única coisa que você não pode sentir é arrependimento de não ter expressado esse amor, de não ter vivido esse amor em todos os aspectos, em todas as possibilidades, em todos os tempos em que essa pessoa estava presente”. Você será sempre responsável pelo que faz com o que sente, por cada palavra ou gesto que deixa na vida do ser amado, durante o período em que esteve próximo ou enquanto for lembrado.  


Finalizo, com dois escritores e um filósofo, cada um com suas características e identidades peculiares, convidando você a íntima ponderação sobre o amor de maneira poética e aprazível:

“Meu amor independe do que me fazes. Não cresce do que me dás. Se fosse assim ele flutuaria ao sabor dos teus gestos. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Nada mais falso do que o ditado popular que afirma ‘amor com amor se paga’. O amor não é regido pela lógica das trocas comerciais. Não te devo. Nada me deves. Como a rosa que floresce, eu te amo porque te amo”.  (Rubem Alves)

“Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá. (…) Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela maneira que se revela quando menos se espera. (…) Ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é”. (Arnaldo Jabor)

“Se me obrigassem a dizer por quê o amava, sinto que a minha única resposta seria: Porque era ele, porque era eu”. (De Michel de Montaigne, citado por Chico Buarque em uma de suas canções. Em vídeo, Chico interpreta o ‘ensaio’ do filósofo dizendo que “é a coisa mais simples e mais definitiva para explicar o amor”).  


O amor, meu caros, é soberano do início à eternidade.

Vida on-line – quantas vezes preocupa-se mais com o número de likes do que em viver o momento?

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