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A vida o levou para longe dos olhos mais jamais do coração…

A vida o levou para longe dos olhos mais jamais do coração...

Essa noite durante o sono me encontrei com uma pessoa muito importante pra mim.



Talvez a pessoa que só vá agora encontrar um dia em outra vida.

Estava em um canto do sofá sentada e ele estava do outro. Não conseguia sinalizar para ele o que estava sentindo.

Apenas nos olhávamos, mas minha vontade era de me jogar em seus braços, de sentir novamente aquele abraço que muitas vezes me fez tão feliz.


Faz muito tempo que não o vejo, aliás, anos. Mas vira e mexe ele vem em meus sonhos. Deve ser porque de alguma maneira nos conectamos como fazíamos antigamente.

Quando um pensava, o celular tocava. Parecia até que conversávamos através dos pensamentos.

Mas isso foi há muito tempo. Tempo em que ele veio e foi. E todas as vezes que o vejo em meu sonho ele vem e vai. Sai sem deixar notícias.

Deve ser porque a última vez que o vi ele chegou bem cedo a minha casa, entrou e disse que iria viajar e voltaria. Mas nunca mais voltou. Poderia ter pensado muitas coisas dele. Mas sei que era necessário ser assim.


Por vezes gostaria de entender o significado da vida, dos reencontros dos desencontros e das separações em que nos colocamos.

E não importa o tempo que passe, se foi saudade se foi amor genuíno a gente sempre se lembra de uma forma ou de outra com carinho.

Não tivemos desavenças, não discutimos. Apenas nos reencontramos como precisava ser.

A vida o levou para longe dos olhos mais jamais do coração.


Talvez tenhamos saldado nossos débitos ou não. Talvez eu ainda tenha coisas a dizer.

Não o culpo. Assim como não me culpo por poder ter dado a ele o que ele precisou em sua fase de maior carência emocional e profissional.

No final das contas ele alavancou a vida e graças a Deus é alguém realizado profissionalmente. Internamente já não sei dizer.

Um dia eu ouvi ele me dizer:


– Meu pai me disse que eu deveria ter me casado com você.

Mas a gente não se casou. A gente se conheceu ainda na juventude e foi amor pra mim desde o primeiro dia que pousei meus olhos sobre os dele.

E aí depois do nosso último reencontro, a vida nunca mais me surpreendeu como gostaria.

E eu deixei o tempo passar, sem vasculhar sem tentar lembrar onde poderia estar esse amor que me fez dançar ao som da Marisa Monte, que me fez ter cafés da manhã na cama. Que era simples e complicado.  Mas que foi sincero enquanto durou.


Porque meu olhar brilhava, meu olhar era cúmplice de tudo que um dia me faltou e com ele recebi.

Aí voltando ao meu sonho, continuamos nos olhando até que ele pulou para o sofá em que eu estava me abraçou e me disse:

– Se você tivesse me dito que estava com saudade eu já estaria aqui.

Foi quando o abracei, passei a mão pelos seus cabelos sempre compridos e o acariciei com amor.


O acariciei com aquela saudade e aquela vontade de que ele não fosse embora de novo. Ficamos ali por um tempo até que novamente ele se levantou e foi-se.

Mais uma vez eu senti o gosto da partida. Mas esse reencontro de almas ali valeu. Uma vez ele me deu o Livro da Zibia Gasparetto – Laços Eternos

Sim, o nosso será para sempre.

Amor, meu.


A decisão interna de ser feliz…

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