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Vidas compartilhadas: ex-policial abre sua casa para cuidar de adultos com deficiência

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Ele e sua esposa compartilham a rotina familiar com pessoas com deficiência, usando as habilidades adquiridas como policial e assistente social.



Abrir as portas de casa para abrigar desconhecidos não é uma escolha simples. Depende de inúmeros fatores, e a maioria das famílias acreditam que não estão aptas a tal mudança. Imagine-se, então, abrir sua casa para que adultos com deficiência possam ter um lar? Parece ainda mais complexo.

David foi policial durante 30 anos, enquanto sua esposa Allison atuou como assistente social a vida toda. A realidade de ambos mudou quando decidiram se juntar ao grupo Shared Lives (vidas compartilhadas, em inglês), e passaram a hospedar adultos com deficiência, exercitando, segundo o ex-policial, a empatia.

Em reportagem do jornal The Sun, ele explica que passou a ter bom senso, integridade e capacidade maior de assumir responsabilidades. Como tanto na polícia quanto na assistência social essas habilidades são necessárias, ambos acharam a transição tranquila. Decidiram trabalhar como voluntários na instituição há alguns anos, depois que Allison descobriu o projeto em seu trabalho.


Em 2018, David se aposentou e decidiu que trabalharia na área da saúde, em tempo integral, então não pensaram duas vezes e decidiram fazer a diferença na vida das pessoas; acreditam não existir sentimento melhor que esse.

O projeto funciona da seguinte forma: um adulto ou jovem que precisa de apoio em longo prazo é levado a um cuidador que faça parte da iniciativa para compartilhar a vida familiar. As pessoas que precisam de ajuda são as que possuem dificuldade de aprendizagem, problemas com a saúde mental e aquelas que precisam de ajuda por curto prazo. Não existe limite de tempo, as pessoas podem ficar um dia ou muitos anos, depende da vontade.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

David revela que cerca de 10 jovens já ficaram com eles desde que mergulharam na ideia e, neste momento, estão apoiando duas jovens. Jane, de 23 anos, que chegou transferida de um orfanato, aos 18, e Liz, de 25 anos, que mora com eles há dois anos e tem dificuldade de aprendizagem. Elas vão permanecer ali até que decidam seguir em frente.


O casal também oferece apoio temporário para jovens que desejam ficar ali apenas algumas noites por semana regularmente. Há cinco anos, Shaun, outro jovem que acolhem, frequenta a casa da família nesse esquema, em algumas noites da semana. David explica que o rapaz e seu filhos de 16 anos têm um vínculo inquebrável.

Para a família, a experiência de abrir a casa para outras pessoas dá a chance de oferecer compaixão, confiança, segurança e a possibilidade de apoiar pessoas que você pode ajudar a alcançar o pleno potencial. É a oportunidade de incentivar alguém a acreditar em si mesmo, ao mesmo tempo em que você percebe que também pode contribuir com a sociedade em que vive.

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