Reflexão

“Visite a mãe, não o bebê. Leve uma refeição pronta, fique com as crianças enquanto ela descansa” – Daniel Becker

capavisite a mae nao o bebe Leve uma refeicao pronta fique com as criancas enquanto ela descansa Daniel Becker
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O pediatra fez uma reflexão muito interessante sobre a solidão das mães. Confira!

Podemos dizer com tranquilidade que, de todas as vezes em que a maternidade é abordada em alguma conversa casual, em mais de 80% dos casos, é para falar sobre as coisas boas que proporciona na vida das mulheres.

Muitos homens, mulheres que ainda não tiveram filhos e até mesmo algumas mães se enchem de orgulho e certeza ao falar que uma criança é a melhor coisa que pode acontecer a uma mulher ou casal, que nos permite uma maturidade que mais nada na vida pode oferecer e nos torna adultos de verdade.

Eles podem passar horas e horas falando de todos os benefícios, cientificamente comprovados ou não, da maternidade para mulheres de todas as idades, que vão desde mais senso de responsabilidade a uma completude única, e exaltar todas as qualidades das crianças.

Muitas coisas positivas que são ditas sobre a maternidade e as coisas boas que os filhos trazem para as nossas vidas são verdadeiras, mas assim como tudo na vida, a missão de criar um filho, especialmente sozinha, é algo desafiador para as mulheres.

Ficar grávida e dar à luz muda muito a concepção das pessoas sobre nós. Se antes éramos jovens e inexperientes, depois que anunciamos a gravidez, passamos a ser tratadas como verdadeiras adultas, detentoras de todo o conhecimento possível sobre a criação de um filho.

As pessoas ao nosso redor esperam que amadureçamos do dia para a noite, e nos cobram duramente a cada nova atitude, assumindo que devemos simplesmente saber o que é melhor para os nossos filhos, mesmo sem nenhuma orientação.

Durante a gravidez, são infinitas as cobranças: com o peso, alimentação, quantidade de sono diário e esforço físico, e quando nossos bebês finalmente chegam ao mundo, as críticas se transformam em silêncio e solidão.

Certas de que já fizeram todo o possível por nós, essas pessoas escolhem “lavar as mãos” e nos deixar sozinhas, assumindo toda a responsabilidade de cuidado dos pequenos, apenas aparecendo para visitas simples, focando toda a atenção na criança e ignorando o cansaço das mães.

Sabemos que, assim como o pai, a mãe é a figura mais importante para os filhos e precisa assumir o seu papel com responsabilidade, mas todos sabemos muito bem que, em muitos casos, elas assumem os dois papéis sozinhas, e podem precisar de algum tipo de apoio, por mais simples que seja.

O fascínio das pessoas pelos bebês pode tornar as mães invisíveis. Elas são obrigadas a lidar com todas as suas tarefas e sentimentos sozinhas, e ainda encontrar uma maneira de deixar a casa e o filho impecáveis para amigos e familiares verem.

A solidão das mães foi abordada recentemente pelo pediatra Daniel Becker em seu perfil no Instagram. Há poucos meses, ele compartilhou um vídeo viral que mostra quantas vezes uma mãe solo precisou se levantar em apenas uma noite para cuidar dos filhos pequenos. Logo pela manhã, quando o dia mal havia amanhecido, ela, que não tinha dormido direito, é mostrada novamente em pé, em mais um dia de muitas responsabilidades e cansaço.

Na legenda da postagem, o pediatra registrou uma bela reflexão sobre o tema, falando sobre a importância de uma rede de apoio para as mulheres que carregam o peso dessa grande responsabilidade.

Em determinado momento da publicação, Becker enfatiza que a exaustão e o isolamento, aos quais as mães estão sempre expostas, são causas comuns de depressão e adoecimento físico e mental nas mulheres.

Tentando despertar a consciência das pessoas sobre esse assunto tão sério, ele deixa um importante conselho: “Visite a mãe, e não o bebê, no puerpério. Pergunte o que ela precisa. Leve uma refeição pronta, fique com as crianças e leve para passear enquanto ela descansa, se ofereça para dormir na casa dela um dia por mês. Ajude a organizar uma rede de apoio”.

Ele acrescenta que não devemos apontar o dedo ou ensinar a essas mães o que devem fazer. Nesses momentos, apenas ouvir e oferecer algo simples, como um abraço, pode ser muito útil.

A reflexão de Becker é oportuna e necessária. A substituição dos julgamentos por uma mão amiga com certeza tem o poder de melhorar muito a vida das mulheres. Guarde esse ensinamento consigo.

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