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Vitimismo crônico: pessoas que vivem no “modo reclamar”

Em algum momento na vida, todos nós já nos fizemos de vítimas de alguma situação. Isso não é incomum, faz parte da experiência humana. No entanto, quando a vitimização se torna um estilo de vida, as coisas ficam mais sérias!


Algumas pessoas vivem em modo de “vitimização crônica”, ou seja, estão constantemente se enxergando como vítimas de tudo o que a vida coloca em seus caminhos.

Consciente ou inconscientemente, elas estão constantemente buscando culpados para as suas atitudes negativas, com o objetivo de se libertarem da própria responsabilidade.

Esse comportamento pode ultrapassar o “saudável” e levar a um distúrbio paranoico, quando o hábito de culpar o outro por todos os males se torna um estilo de vida. Essa atitude é prejudicial para os dois lados.

As pessoas que sofrem de vitimização crônica na grande maioria das vezes atraem sentimentos negativos para suas vidas, fruto da negatividade que vive em seu interior. Em muitos casos, também adotam hábitos de vitimização agressiva, atacando e acusando aqueles ao seu redor, disseminando intolerância e falta respeito em todos os lugares que frequentam.


As principais características das vítimas crônicas

Algumas características e hábitos das pessoas que desempenham o vitimismo crônico.

1. Distorção da realidade

Para essas pessoas, tudo o que dá errado em suas vidas está sempre relacionado a outra pessoa, e nunca é sua própria culpa. Elas enxergam a realidade de uma maneira distorcida, onde apenas sofrem as consequências dos atos daqueles ao seu redor e das circunstâncias externas. Também são constantemente pessimistas e sempre escolhem se concentrar nas coisas ruins em suas vidas, deixando de lado todas as bênçãos ao seu redor.


2. Seus lamentos os consolam

Como enxergam a si mesmas como vítimas, essas pessoas não se sentem responsáveis por nada do que acontece em suas vidas. Então, a única coisa que lhes resta é lamentar. No entanto, elas veem as lamentações como uma coisa boa, porque reforça o seu papel de vítimas e faz com que consigam a atenção e pena das pessoas ao seu redor. Elas não querem resolver seus problemas, apenas se manter no centro das atenções.



3. Não são capazes de fazer uma autocrítica sincera

Elas não acreditam que há algo de errado com seu comportamento. Pelo contrário, o erro está sempre no outro. Dessa maneira, não aceitam conselhos, críticas e muito menos dedicam um tempo para refletirem sobre si mesmas e sobre suas atitudes.


As estratégias utilizadas pelas vítimas crônicas

Essas pessoas sabem que, já que são as vítimas, precisam encontrar um outro alguém para serem os culpados. Dessa maneira, usam algumas estratégias para que seus planos funcionem.

É importante conhecermos algumas dessas estratégias para nos protegermos e não carregarmos culpas que não são nossas.

Conheça algumas delas abaixo:

1. Retórica vitimista

Essas pessoas usam nossas palavras contra nós mesmos e fazem com que, mesmo sem percebermos, assumamos a posição de atacante, ao invés de vítima.

Elas fazem isso assumindo o papel de vítima na discussão, para que sejamos vistos como intolerantes, agressivos e egoístas. Ao invés de debater conosco, elas apenas silenciam para passar a impressão de que estão sendo atacadas, o que muitas vezes funciona.

Um exemplo real, se alguma vez tentamos mostrar que elas estão erradas e apresentamos fatos comprovados de nossa posição, elas não farão da mesma maneira. Pelo contrário, usarão frases dramáticas e que reforçam sua posição, como: “Você só sabe me atacar, agora vai dizer que estou mentindo” ou “Não tente impor o seu ponto de vista, peça desculpas.”


2. Afastamento vitimista

Os vitimistas frequentemente usam as palavras para esquivar das responsabilidades. Uma das estratégias que usam nesse sentido é tentar invalidar os argumentos das pessoas que estão tentando desmascará-lo.

Novamente se fazem de vítimas e manipulam os fatos para criar um ambiente de tensão e confusão, brincar com os dados à vontade e manipulá-los à sua conveniência, a fim de semear a confusão.

Por exemplo, se uma pessoa responde a vítima com um fato comprovado, que nega a sua declaração anterior, ela jamais reconhecerá que errou. Ao invés disso, dirá algo como: “Esse fato não nega o que eu disse. Por favor, não force as palavras para criar mais confusão” ou “Agora você está me culpando? Não dá mesmo para conversar com você porque você não ouve a razão”.


3. Manipulação emocional

A manipulação emocional é uma estratégia muito eficiente e por isso é uma das mais usadas por essas pessoas. Elas conhecem as pessoas com quem convivem e são muito boas em identificar emoções. Por isso, quando sentem que é eficaz, não têm problema algum em usar chantagem emocional para conseguirem seus objetivos.

Elas fazem isso descobrindo o ponto fraco da outra pessoa e explorando a empatia, preocupação e cuidado que existe em seu coração. Dessa maneira, fica mais fácil fazê-la sentir-se culpada e voltar para o seu papel de vítima.

Um exemplo muito comum pode ser encontrados em nossos lares ou na relação com amigos. Quando uma pessoa não quer assumir os erros que cometem, dizem-nos coisas como: “Olha o tanto de coisa que eu faço por você e é assim que me retribui.”


Como enfrentamos essas pessoas

A primeira coisa que devemos fazer é reconhecer que estamos lidando com um vitimista, isso direcionará nossas atitudes.

Devemos resistir às suas acusações e provocações, e nos libertarmos desse ciclo de negatividade. Podemos dizer que não temos tempo para comportamentos tóxicos mas que estamos disponíveis para ajudá-los a fazer uma mudança de vida para melhor.

As pessoas só podem nos ferir quando lhes damos esse poder. Portanto, cuide-se sempre e proteja suas energias daqueles que lhe querem fazer mal.






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