Confiar, ainda que todas as possibilidades se apresentem contrárias a isto, remete-nos a algo muito importante: a capacidade de seguir um direcionamento que vem do coração e não da mente.



A mente é essencialmente criadora de dúvidas, medos e incertezas. Sempre que uma situação desconhecida se apresenta, ela nos leva a desconfiar, temer que algo dará errado e seremos punidos com dor e sofrimento.

A relação amorosa é a dimensão da vida em que a confiança mais se torna indispensável. Como entregar os sentimentos a alguém se não existir uma total confiança?

Entretanto, exatamente pelo peso e a importância que ela adquire no relacionamento, quando é quebrada – por uma traição ou pela rejeição, – o resultado é uma ferida que pode durar anos para ser curada.


Isto porque a confiança dá lugar ao medo e cria então uma verdadeira “muralha”, que é erguida em torno do coração, uma defesa contra qualquer possibilidade de se entregar de novo ao sentimento.

O problema é que evitar o sofrimento nos leva a evitar a vida. Essa atitude de proteção pode nos dar uma sensação de segurança, mas também nos mantém estagnados e apáticos, sem usufruir da plenitude que só uma existência movida pela coragem e pela entrega pode nos proporcionar.

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