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Viver requer enfrentar o desconhecido! às vezes, erramos. Outras, acertamos. Em todas, aprendemos.

Zamioculcas!

– Como se chama aquela planta que quase não precisa de cuidados, resiste a ambientes fechados com pouca luz e ar condicionado?



Com essas palavras, iniciei o diálogo com a vendedora que me atendeu naquela tarde de terça-feira, quase no fim do expediente.

Estava à procura de uma planta para decorar minha sala de trabalho e trazer um pouco de vida àquele ambiente sem sol, onde passo a maior parte dos meus dias. Frio. Cinza. A sala e os dias.

Zamioculcas, este é o nome da planta.

De folhas firmes, de cor verde-escura, brilhantes. Presa em seu caule, a informação sobre ela: originária da África, resistente, aguar duas vezes por semana.


Observando-a penso que seria muito interessante se o ser humano também viesse com um panfleto informativo preso em seu pescoço. Isso evitaria tantos problemas de convivência e danos ao espírito, um tanto desgastado pelos relacionamentos frustrados e incompletos!

Seria simples assim:

– Olá, muito prazer! Posso ler seu panfleto informativo? Vejamos… gosta de ler, mas não suporta Pessoa, dorme só no escuro, acorda de mau-humor… não. Não vale a pena investir nessa convivência…


Seria assim, infinitamente mais simples. Mas não é.

Viver requer enfrentar o desconhecido. É se redescobrir no outro, na incógnita das surpresas diárias.

Invejo em meu íntimo a força das zamioculcas. Mesmo em ambientes adversos, sem luz solar, ventilação adequada, onde qualquer planta mais frágil sucumbiria facilmente, ela suporta. Precisa de pouco para se manter forte, viva.

Eu, ser incompleto, preciso de mais para viver…

Busco completar a minha vida com a vida de quem me rodeia. Interesso-me verdadeiramente por quem está ao meu lado. É como se as histórias do outro fossem parte também da minha história.

Penso que sou assim desde o útero materno, onde, por graça de Deus divino, dividi a morada com outro ser antes de fazer parte deste mundo. Sinto que já ali precisava de presença, de olhar nos olhos, de estar perto, sentir o cheiro, de tocar as mãos, ouvir um coração junto ao meu.

Não sou como elas, as zamioculcas. Sou frágil. Sigo buscando no outro aquilo que falta em mim.

Às vezes, erro. Muitas vezes, acerto. Em todas as vezes, aprendo.

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Direitos autorais da imagem de capa: gdolgikh / 123RF Imagens

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