Pessoas inspiradoras

Vizinho doa parte de seu terreno e constrói casa em um mês para morador de rua

Antonio não queria que seu ato de bondade se tornasse público, mas um amigo fez questão de compartilhar a ação, mostrando a casa nova de Jorge.



Boas ações envolvem não apenas disposição de tempo, dinheiro e energia para ajudar o próximo, mas também que aquele sentimento seja genuíno, começando nos pensamentos diários. Perceber que o próximo precisa de ajuda e reconhecer que existem coisas pontuais que podem ser feitas para que seu sofrimento diminua, é um ótimo caminho.

Não são todos os cidadãos que se envolvem com questões comunitárias, buscando o bem de todos que dividem o tecido social, mesmo os que estão em posição hierárquica considerada inferior.

Lutar por políticas públicas efetivas, que garantam às pessoas vulneráveis uma solução para tanta desigualdade social também não pode ser deixada de lado, mas sabemos que, em alguns momentos, as necessidades são urgentes, fazendo com que alguma providência seja tomada o quanto antes.


Foi exatamente isso que Antonio López Cáceres, de 40 anos, que construiu no seu terreno uma casa para Jorge López, um homem em situação de rua, que vivia nas redondezas de seu bairro, em Villa Hayes, Paraguai. Os dois já se conheciam havia alguns anos, já que andavam pela mesma região.

Jorge costumava dormir em um barracão improvisado com duas folhas de compensado, em um local onde sempre alegava em época de chuva. Não tinha telhado, por isso seus poucos pertences acabavam sempre molhados, sem mencionar a quantidade de bichos que invadiam o local.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Antonio começou a se incomodar com a situação do vizinho, e pediu a todos da região para doar dinheiro em uma campanha para ajudar Jorge a ter uma casa. Mas os pedidos do homem ecoaram no vazio, porque ninguém quis ajudar, demonstrando total antipatia pela sua ideia. O senhor decidiu então usar o próprio dinheiro e mão de obra para acabar com aquele descaso.


Como morava em um terreno muito grande, decidiu dividi-lo, doando metade para Jorge. Naquele lugar, ele construiu, com as próprias mãos, uma casa de alvenaria para que ele tivesse onde dormir. Seu maior desejo era que o sem-teto nunca mais passasse frio e nenhuma outra necessidade, e precisou fazer isso sozinho.

Antonio contou ao jornal Extra que trabalha como suboficial da polícia, atuando na 7ª Delegacia de Polícia de Assunção, trabalho que lhe permitiu pagar uma casa, mesmo que humilde, para o novo amigo. Ele demorou cerca de um mês para finalizar a construção da residência, que começou no início de maio deste ano.

Muitas pessoas se perguntam onde estão os familiares de Jorge, mas as informações são de que ele é órfão, tem apenas alguns parentes distantes. Ele teve meningite na infância, o que lhe deixou algumas sequelas, atrapalhando a fala e a forma de se locomover, mas todos que o conhecem fazem questão de reforçar que ele sempre se comporta com muita educação e nunca oferece nenhum tipo de perigo.

Depois de tanto trabalhar na construção da casa, Antonio sentiu que não queria tornar sua ação pública, já que havia feito tudo de coração. Mas um amigo não resistiu e compartilhou as fotos de onde Jorge morava antes e onde mora atualmente. A comoção foi geral, e todos concordam que ele teve uma atitude muito nobre.


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