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Você ainda vai rir de tudo isso…

Você ainda vai rir de tudo isso…

Por Jéssica Pellegrini



Leia o texto abaixo ao som de John Newman Out Of My Head.

Perdemos tempo e paciência com tanta besteira…

Em cada minuto atrasado no despertador pela manhã, adiamos dois minutos de felicidade. Perdemos tempo escolhendo a roupa que mais se adapta ao dia, perdemos tempo escolhendo entre suco de laranja e de melancia, perdemos tempo ao escolher entre pão com mortadela ou com manteiga, perdemos tempo quando voltamos para buscar algo que esquecemos em casa. Perdemos tempo digerindo uma ofensa de alguém que nem ao menos conhecemos, perdemos tempo brigando, discutindo e insultando sobre as diferenças. Perdemos tempo mentindo e omitindo, perdemos tempo quando estamos estressados, irritados ou descontrolados. Perdemos tempo quando não sabemos o que queremos, quando não fazemos por merecer. Perdemos tempo quando iludimos alguém, quando não somos sinceros com o nosso interior. Perdemos tempo por vergonha, por orgulho ou por falta de coragem. Perdemos tempo por medo ou insegurança. Perdemos tempo insistindo, imaginando, com os pensamentos negativos. Perdemos tempo reclamando e desistindo.

A vida é uma tremenda incógnita. Por muitas vezes, deixamos de lado o que realmente nos importa, por questões de conforto ou comodidade. Sempre tentamos convencer os nossos corações de que, no momento certo, tudo vai acontecer exatamente como idealizamos. Grande burrada pensarmos assim. As nossas escolhas são as guias do amanhã que tanto queremos que chegue logo, portanto, de nada adianta dar tempo ao tempo, e se manter de braços cruzados.

Otimizar o tempo é saber reconhecer e dar valor no instante em que elas acontecem. O ser humano, no geral, gosta de alimentar qualquer tipo de sofrimento. Dramatizar é o nosso ponto forte. Por quê descomplicar uma situação, se podemos modelar de acordo com os nossos próprios interesses? Algumas pessoas se acham espertas por manipularem perfeitamente as palavras e atitudes, mas se esquecem, que no final dessa história, quem deixou de viver não foram os prejudicados e sim, elas mesmas.


Dizem que a vingança é um prato que se come quente, mas eu discordo. A vingança é um gesto que os fracos se apoderam, quando o sangue ferve e a força resolve instantaneamente aparecer. Rancor é algo que devemos jogar no ralo do banheiro. O perdão é uma dádiva que deve ser solicitada ou aclamada antes de dormir, caso a sua consciência esteja pesada. A raiva é um descontrole que não sobrevive depois de um copo de água. A paciência é um fator que deve ser preservado e trabalhado em função da prospecção de bondade. A inveja é um sinal de alerta sobre a sua perspectiva do futuro.

Amor é o único sentimento que perdura mesmo depois de muitas tempestades. É o que nos mantém com fé, mesmo quando o mundo está desabando sobre as nossas cabeças. Todo mundo tem problemas, é inevitável, mas tudo depende de como lidamos com eles.

Um abraço pode mudar o desfecho das suas noites de sono. Um beijo pode acalmar um furacão. Uma declaração pode acelerar o batimento cardíaco de alguém. Preocupação, cuidado e dedicação, é o que devemos ter com o próximo. Afinal, quando estivermos no lugar dos mais velhos, relembrando e revivendo as nossas vidas, não vai ter nada mais gratificante do que ouvir dos netos: “você é o meu maior exemplo”.


Deixe o melhor de você por onde passar. Se entregue para as oportunidades que aparecerem, prospere solidariedade e gentileza, ignore o que não agrega, evite a fadiga de coisas desnecessárias, despreze o que não chegar para somar, destrua camadas de ignorância, exclua tudo o que não fizer a diferença. Mude os seus conceitos, abra a sua mente, arrisque e não tenha medo. Só assim você vai perceber que o acabar de cada dia, é uma perda irreparável. E que daqui alguns anos, o arrependimento vai bater na sua porta por não ter percebido que a felicidade é apenas questão de ser. Não viva com a sensação de abandono, de falta, de vazio, de pouco ou de metade.

Você ainda vai ficar parado enquanto o tempo passa?

Pense sobre quantas pessoas gostariam de estar onde estamos, mas não estão.

Reclame menos, e agradeça mais.

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Blog: Jessica Pellegrini

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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