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Você se ama de verdade?

O ser humano nasce com uma enorme capacidade de amar. Ele sente quem são os pais pelo cheiro e pelo som da voz, é capaz de identificar situações de rejeição e desamor desde o ventre materno, mas é na formação da personalidade que o desenvolvimento do amor se consolida de inúmeras formas.



Existe o amor intenso e desprovido de qualquer intensão, existe o amor como forma de obter o que se deseja, existe o amor egoísta que deseja que o outro seja somente seu.

Em qual tipo de amor você se encaixa quando falamos do amor que temos para conosco mesmo? Somos, sem dúvida nenhuma, nossos piores inimigos.

Por vezes, não acreditamos em nós mesmos, não nos valorizamos, não nos respeitamos, consideramos a nós mesmos como algo dispensável na vida de outras pessoas e, no momento seguinte, desejamos receber do outro exatamente o contrário do que emanamos e isto é completamente impossível.


Você recebe sempre o que emana!

Os maiores inimigos do amor são o medo e a indiferença. O medo transforma o amor em angústia e a indiferença causa o fim do amor. Sempre ouvimos que temos que amar a nós mesmos em primeiro lugar, mas aqui ainda acrescento mais: é necessário desejar de fato uma história completa, é preciso compreender o outro até que duas vidas possam se unir numa fusão de ideais, sentimentos e futuro.

A compreensão do outro só é possível, quando houver a plena compreensão de nós mesmos. Se na sua infância, houve uma situação de desamor, que fez com que você se colocasse em segundo plano, tenha absoluta certeza que inúmeras serão as situações em que você se colocará em segundo plano, no objetivo de fazer uma história diferente, o que de fato nunca irá ocorrer.


Para viver um grande amor, é necessário aprender a ter pensamentos positivos, é preciso amar com sabedoria a fim de que nossos bloqueios e traumas de infância não destruam este amor.

Admirar o outro é o primeiro passo para uma verdadeira e intensa história de amor, e aí descobrimos que não nos admiramos. Se uma característica não está presente em sua vida, é impossível que você a descubra no outro.

Se entre duas pessoas não existe o compartilhar, ocorrerá em seguida o afastamento.

Há dois anos, atendi uma moça em Portugal que se sentia completamente desvalorizada e não conseguia desenvolver relações sólidas, seja no aspecto profissional ou pessoal. Sentia-se sempre menos que os outros e não conseguia desenvolver relações duradouras. No trabalho, sempre estava em uma condição de favor, seja porque substituía outras pessoas ou porque seu diploma não era o suficiente para o cargo que ocupava e isto sempre a deixava instável. 

Na vida pessoal, somente atraía pessoas que não queriam compromisso, pessoas que eram casadas ou que queriam ter uma história esporádica.

Nesta condição, o que me chamou a atenção foi a repetição de história em mais de um aspecto de sua vida e, então, pensei comigo: aqui existe a presença de um bloqueio único e intenso que se consolidou na infância desta moça.

Iniciei o atendimento através da Radiestesia utilizando a Mesa Radiônica e identifiquei um bloqueio quando esta moça tinha 5 anos de idade. Ela, então, começou a chorar e me disse que aquela história era muito traumática para ela e que nunca havia contado para ninguém. Então, expliquei-lhe que o fato de verbalizar a história naquele momento era de suma importância para que houvesse conexão com a energia do momento que o bloqueio fora gerado para que eu pudesse eliminá-lo por completo.

Ela, então, começou a contar que havia um menino na mesma sala que ela estudava que a obrigava a fazer coisas horríveis, obrigava-a a andar engatinhando como se fosse o cachorro dele, obrigava-a a dar seu lanche para ele, a fim de não apanhar, obrigava-a a ficar de joelhos e montava como se ela fosse um cavalo. Todas as coisas vinham com uma ameaça incluindo o fato de contar para alguém. Nos dias de hoje, classificaríamos como bullying. 

Eliminei então tal bloqueio e ela suspirou, em seguida, sentindo-se completamente aliviada.

A repetição dos fatos em sua vida estava atrelada a este bloqueio de humilhação, de se sentir menos que os outros e de ter que agradar de qualquer forma para não ser punida.

Acabamos nos tornando amigas e frequentemente nos vemos, quando vou a Portugal realizar atendimentos com a Mesa Radiônica. Hoje se encontra feliz e realizada junto de uma pessoa realmente admirável, seu marido.

por Maria Isabel Carapinha

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