Você conhece os benefícios de usar razão + intuição + espiritualidade?

Como assim? Ao mesmo tempo?



Exatamente. E para falar sobre isso, vamos direto às situações da vida prática, depois de esclarecer os 3 aspectos considerados:

  • RAZÃO: raciocínio lógico, concatenação de ideias que levam a uma conclusão, plano, previsão; é mental; você escolhe quando quer usar; discernimento;
  • INTUIÇÃO: sexto sentido, não esquemático, sem lógica, sem explicação, sem regras, intuitivo; “Isso está me cheirando mal…”; é abstrato; chega sem avisar; metafísica; discernimento;
  • ESPIRITUALIDADE: conexão com Ser Superior, forças universais do amor, força superior indecifrável elevada; é abstrato e depende de crenças; você escolhe usar.

Vamos supor que você dirige na estrada e escuta música confortavelmente no seu carro; está distraído pensando sobre a discussão no trabalho, sobre o filho, sobre problemas em casa, de repente o caminhão à sua frente freia bruscamente.

Situação A: você mantém uma distância segura do veículo da frente (usou a razão, responsabilidade, prudência, raciocínio), tem a intuição que vai colidir e freia, não bruscamente, para não travar as rodas do carro e capotar (razão mais uma vez), e por “sorte” consegue evitar um acidente apesar do susto. A primeira coisa que faz depois do susto é agradecer pela vida, “obrigada meu anjo da guarda por eu estar presente, embora distraída” (espiritualidade). Por sorte não está chovendo.



Situação B: você não mantém a distância segura do carro da frente e estava colado no caminhão (faltou razão), está muito zangado porque brigou com o parceiro (muita emoção que está diretamente relacionada com nossos pensamentos), você queria fazer uma viagem e não vai poder porque não conseguiu tirar férias (ficou muito irritado, de novo emoção domina), as contas estão negativas porque você gastou mais do que tinha e não tem lastro (faltou a razão para controlar a emoção na hora do gasto e para fazer um lastro/reserva para emergências) etc. Acontece o acidente, que foi “inevitável” nesse caso. Se ainda estiver vivo, depois do susto você vai xingar o motorista do caminhão e dizer que ele foi o culpado, que você já está ferrado e ficou mais ferrado ainda, porque não tem seguro do carro…


Agora, somente para fechar o raciocínio, no primeiro caso, percebe que quando você usou a razão + intuição + espiritualidade consegue ficar equilibrado e evitar situações problemas?

E no segundo caso, percebe como fica tudo mais complicado quando a emoção fica fora de controle, sem razão? Percebe como a raiva, irritação, julgamento, negatividade, distração dominam, podendo ter consequências muito sérias inclusive para outras pessoas?

Ditado popular: “Quando a cabeça não pensa o corpo padece”. É exatamente disso que estamos falando, que traduzido seria algo como quando não usamos a razão em nossas escolhas e nas ações diárias sofremos consequências passando dificuldades com tudo que envolve a nossa existência física: dinheiro, relacionamentos, trabalho, nossos diferentes papéis, saúde, corpo.


Isso também acontece quando não pensamos por nós mesmos. Porque seguir o que outros determinam é a mesma coisa que não usar a razão, porque não é o seu entendimento, nem a sua necessidade, e sim a do outro.

Podemos pensar na famosa frase “Orai e vigiai”, sendo “Orai” = espiritualidade e “vigiai” = razão + intuição”.

Ser racional ao extremo também atrapalha porque ficamos muito mentais e esquecemos de agir, de praticar o que pensamos, ficamos somente na teoria, podendo nos tornar pessoas arrogantes e frias (sem emoção, dura). O pensamento sozinho não trabalha, não se relaciona, não usa a intuição, não ora, não come, não ama…ele fica limitado à imaginação, e como somos seres palpáveis, também precisamos realizar coisas no mundo material para colocar em prática todo o potencial que está dentro.

Por outro lado, somente orar também não resolve. Se você ficar trancado no quarto rezando para que o mundo melhore, para que sua conta bancária fique positiva, para que seu filho torne-se obediente, para que você arrume um emprego etc., sem  fazer a sua parte de procurar emprego, estudar, ouvir seu filho, prestar um serviço voluntário, ou em suma, se você não tomar uma atitude, rezar não vai resolver a situação. Madre Tereza era pura espiritualidade ao se doar aos enfermos, e também razão e intuição ao saber como fazer isso.

Vale o mesmo raciocínio para a intuição.

Percebe que quando usamos os 3 aspectos RAZÃO + INTUIÇÃO + ESPIRITUALIDADE as coisas acontecem de forma muito mais leve, mais simples, embora continuem sendo difíceis?

E então, consegue se lembrar de alguma situação que teria um final diferente quando associada com os 3 aspectos? Vamos praticar?

Um beijo e até o próximo artigo!

Simoni Venturini

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Direitos autorais da imagem de capa: olegdudko / 123RF Imagens

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