Você é muito mais do que pensa que é!



Não se meça por coisas pequenas, não se dite por coisas supérfluas, que se parecem grandiosas, porque são os detalhes que melhor nos descrevem, as entrelinhas são as que melhor nos compõem.

O que quero dizer? Quero dizer que devemos parar de nos afetar por coisinhas que são tão poucas.

Não é porque que você não alcançou os resultados que queria que é incapaz de tentar de novo, e se for preciso tentar e tentar. Não é porque você não recebeu elogio sobre qualquer coisa que tenha feito ou conseguido que não tenha valor o seu esforço, habilidade e talento.   

Eu compreendo que é difícil não nos submetermos às expectativas porque as expectativas são inerentes ao ser humano, não tem jeito.

Porém, é possível treinar e disciplinar nossas emoções a ponto de não mais nos infantilizarmos diante de situações que mais nos pedem o nosso desapego do que nossa postura de egoísmo e carência, esses dois sentimentos que muito podem ruir com qualquer indivíduo e suas relações sociais.

Muitas vezes temos birra, sim, e das mais idiotas; e com isso, de birra em birra, caminhamos para uma direção de vida adulta fútil, chata, pesada, sem amigos, sem graça. Sabe por que? Porque simplesmente as outras pessoas não suportam (e não são obrigadas a suportar) tamanha chatice que fazemos questão de demonstrar e da personalidade desagradável e negativa que vamos nos tornando.

Tudo tem limite! Nossos familiares e amigos não têm que aturar nossas querelas e egos. Paremos de nos permitir engendrar por coisas pequenas e já!

Seja leveza e tranquilidade para os que O cercam, seja luz e paz para os que O amam e não chateie mais os outros com a sua futilidade. Reencontre sua essência e, assim, logo seus horizontes se expandem, clareando sua visão sobre seu lugar no mundo e o próximo.

Para isso, é fundamental que não esmurre mais ponta de faca, entenda melhor quem é você, que se conheça, tente ter paciência (o que leva tempo, eu sei) com aquele ou aquela parente que é um pouco inconveniente e consegue tirar você do sério. Procure mais conhecimentos dos assuntos que o interessam e dos que não interessam, trace uma linha de estudos que despertam a sua atenção e pesquise-os (estudar acalma a mente e desenvolve a alma), e você perceberá a gama de coisas úteis e relevantes que existem e que nos ensinam muito.



Por fim, devemos nos concentrar mais no que se pode dizer em relação a cuidados emocionais, mentais e espirituais. Cuide do que você lê, assiste, come, ouve, fala, sente, etc.    

As coisas externas afetam diretamente nosso íntimo, e saber selecionar o que queremos absorver é primordial.

O mundo já está pesado demais, com tantas coisas desmoralizantes e discursos absurdamente cansativos e sufocantes, para que também nós sejamos átomos perdidos ou partículas de poeira, ou seja, um nada.

Nós somos algo e ser um nada não é bom propósito de vida para ninguém.  Então, procure ser você melhorando dia após dia e observando com humildade seus erros e a boa vontade de melhorar, de se corrigir, de se perdoar e perdoar o seu próximo. É um discurso manjado para você que lê nesse momento esse texto? Sim, pode ser. Mas se para você parece “manjado” é porque o escuta, entendido mas não compreendido, quiçá praticado, não é verdade?

Se todos praticassem, “discursos manjados” não estariam por aí aos montes, quase que suplicando que abramos os olhos e ouvidos para o óbvio.

Qual é o óbvio? O seu óbvio não é o meu, mas nem por isso é permitido que se fira valores morais e éticos para satisfazer egos e desejos desenfreados. O seu óbvio está em seu âmbito e somente você o conhece; se o seu óbvio está lhe dizendo verdades que você não está querendo ouvir,é porque é esse óbvio que pode ser o início do encontro consigo mesmo. Escute seus óbvios e respeite as suas verdades.

Mas faça isso sem obrigar o outro a aceitar aos “gritos e socos”. Respeite, respeite-se e como disse no começo, não se meça por coisas pequenas… as entrelinhas nos descrevem melhor.



Direitos autorais da imagem de capa: Rhand McCoy on Unsplash






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