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Você encontra seu dom quando se perde do ego…

O dom é o que nos faz ser cada vez melhores para nós mesmos e para o mundo, tem a ver com compartilhar, partilhar parte de nós, fazer-nos “presentes”.

Fato: estamos vivendo uma época em que a busca pelo eu-interior está na pauta de diversas conversas – das rodas de amigos às discussões filosóficas, das conversas intimistas às sessões de terapia, das DRs silenciosas consigo mesmo aos programas de tv. Tudo parece estar permeado pela busca do propósito de vida. O ar está impregnado por uma amnésia sobre quem somos afinal de contas.


Você já deve ter se perguntado quem você é, ou provavelmente já passou muito tempo tentando encontrar algo que fizesse seus olhos brilharem. E certamente já se pegou desejando fazer algo que preenchesse o vazio que o seu atual trabalho não dá conta de suprir.

Talvez você goste de muitas coisas ao mesmo tempo e não consiga se decidir, tudo parece interessante, mas não o suficiente que valha a pena sua atenção integral.

Ou talvez, você não goste de nada além da superfície, tudo parece entediante e as possibilidades já se esgotaram na sua imaginação.


Agora, tenho que dizer: Você não é indeciso nem sem foco. Tampouco é alienado ou um inútil. Sobretudo, não é o único que passa por isso. Mais e mais pessoas estão despertando para um chamado interior, entretanto pode ser um pouco difícil entender com clareza o que diz essa voz.

Seu propósito de vida está relacionando com aquilo que você faz bem. E fazer bem não significa, necessariamente, ser o melhor. Significa fazer com convicção, com a alma.

Porque dom não tem a ver com aquilo que faz de você melhor que os outros, que o destaca na multidão. Não tem a ver com o ego.

Tire o foco do ego, você é só o mensageiro; coloque o foco na mensagem e no benefício que ela pode proporcionar para as pessoas. O dom tem a ver com aquilo que você gosta tanto de fazer, e que faz com tamanha naturalidade, que você simplesmente quer “doar” ao mundo. Porque não te custa, porque é a sua forma genuína de ser, de dar-se ao outro. Mas também não se trata de “dar de graça”, mas criar um fluxo positivo de energia a partir das suas habilidades.


O dom é o que nos faz ser cada vez melhores para nós mesmos e para o mundo, tem a ver com compartilhar, partilhar parte de nós, fazer-nos “presentes”.

Presente no tempo, no espaço, como presença que materializa uma dádiva. Mas, para ser e estar presente para o outro, compartilhar seu dom, é preciso primeiro ser capaz de reconhecê-lo e estar presente para si mesmo.

Olhe para sua infância, o que você gostava de fazer, o que você imaginava que seria quando crescesse? A gente esquece fácil, mas é possível e importante relembrar essas histórias porque nelas se encontram muitos dos sentimentos puros enraizados em memórias espirituais.

Olhe com calma e compreensão para sua criança interior e deixe-a falar. Sem questionar, sem franzir a testa. Apenas escute e acolha. Esteja presente para todas as versões de si mesmo, para as tantas opções de “ser alguém na vida”.

A escolha é sempre sua. Mas isso é paradoxal, porque quando você entende seu dom, você percebe que não tem mais escolha a não ser usá-lo.

Quando você vence o medo de falhar, de julgar-se com tanta severidade, e passa a olhar toda sua potência, você assume seu dom; então não há escolha a não ser “ser”. Permita-se!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: marjan4782 / 123RF Imagens





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