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Você está se relacionando ou vivendo de excessos?

Você se doa em excesso, tolera maus tratos, abandono, insultos, perdoa mentiras e traições?



Você está sempre disposto a dar sem receber e vive se repetindo que “está cansada/o de carregar o mundo nas costas”?

Você está sempre se adequando ao tempo, às necessidades, aos gostos e humor do outro?

Você tem a sensação de que a vida não faria sentido longe de seu companheiro mesmo com todo o sofrimento que experimenta ao seu lado?


Ao lado dessa pessoa você vive numa situação de desconforto, dúvida e ansiedade constante e exagerada? Se pergunta o tempo todo como alguém que “dá tanto amor” pode ser tão desvalorizada/o?

Sente um vazio inexplicável quando não está ajudando ou encantando seu par com sua bondade, prontidão e disponibilidade?

Perdoa o imperdoável e chora ao sentir seu coração despedaçar-se em mil pedaços quando aquele a quem tanto perdoa não hesita em acusar e castigar você por seus deslizes?

Sim? Então você pode estar vivendo de “excesso de excessos”. Excessos que você projeta para fora, deixando o seu interior em completo vazio. Vazio do que dá aos outros porque não consegue dar a si mesmo.


Li uma citação de Carlos Hildorf que dizia assim:
“Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que lhe falta é você, nada poderá preencher esse vazio.”

De fato, ninguém, por mais que você se dedique a essa pessoa, poderá suprir-lhe a falta de si mesmo. Pelo contrário, se você estiver diante de um parceiro (ou parceira) abusivo, ele sugará de você o quanto possível e quando você não servir para mais nada, virará as costas, como se você fosse material inanimado e descartável. E quando ele fizer isso, você vai se encontrar esvaziada, pois por todo aquele tempo, verteu amor e dedicação em todas as direções, menos na sua.

Então, se sente que está vivendo de excessos, aja imediatamente para romper este ciclo. Comece doando um pouco desse amor e bondade que dá em excesso, a si mesmo.


Abandone o que não faz sentido, não faz diferença, não faz falta e não faz bem. Livre-se de tudo que é excesso; que aos invés de agregar, faz peso, impedindo o livre fluir vida . Mantenha somente o necessário, o que e quem agrega e descubra a leveza de viver em equilíbrio.

Lucy Rocha

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