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Você está viciado em alguém?

Já parou para pensar o quanto você pode estar viciado em alguém? É, eu falei viciado! Pode parecer forte eu usar essa palavra quando me refiro a alguém, pois “viciado” está geralmente relacionado ao uso de drogas (lícitas ou ilícitas), e drogas são coisas que fazem mal as pessoas.



Então, se eu uso essa palavra me referindo a uma pessoa, e não a algo que me faz mal, como pode uma pessoa me fazer mal? Pois se estou viciado, isso significa que ficar com alguém por muito tempo pode me fazer mal? Como assim, se a cada vez que estou com ela, eu me sento muito bem?

Pode parecer muito louco, mas o que eu escrevi acima pode ser usado para qualquer tipo de vício que uma pessoa possa ter. Basta apenas trocar o objeto que se está viciado, que dá certo do mesmo jeito. Até por isso os viciados se permitem (como se tivessem real controle) continuar usando da “droga” que os satisfazem, pois se me faz bem (em senti bem), por que parar?

Pesquisei na Internet a origem da palavra “vício”, e o que eu encontrei foi:


VÍCIO: vem do Latim VITIUM, “defeito, ofensa, imperfeição, falta”, tanto física quanto moralmente.

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O que falta em você para que acabe se viciando nas pessoas? Qual defeito ou imperfeição você tem? Falta se sentir segura e/ou reconhecida por exemplo? Estar junto daquela pessoa amada te faz se sentir segura, se iludindo que ela estará ao seu lado para o resto da sua vida, ou que ela sempre será sua e de mais ninguém? E o reconhecimento que ela pode te proporcionar? Se ela for rica, poderá te dar carros, casas, viagens, etc. Se ela for inteligente, você poderá falar para todo mundo que ela está com você, e assim fará você se sentir melhor pois estar ao lado de alguém reconhecidamente inteligente dá status, não? E se essa pessoa for poderosa, seja apenas por um cargo importante em uma empresa? Te dará mesma oportunidade de ter status perante aos que te conhecem?

O que te falta para estar viciado em alguém? Por acaso todo essa superioridade que o seu companheiro tem, preenche o seu sentimento de inferioridade? Você se acha menos inteligente, ou trabalha em um cargo que você julga menos importante, ou dá muito valor para coisas materiais, que o dinheiro do(a) seu(sua) parceiro(a) te faz se sentir mais completa(o)?


Acredite, você é muito mais do que pensa! Quando você se vicia nas qualidades que o outro tem, é porque não acredita que você também as tem. O que você acha de começar a se ver com outros olhos? Aceitar que você pode ter certas coisas para melhorar, mas que também tem muitas coisas melhores que os outros? Cada um tem suas particularidades, e por isso somos todos diferentes!

O vício nos ilude, faz com que fiquemos parados, esperando que o objeto que estou viciado me faça feliz, que tire quaisquer sentimento ruim que eu tenha. Estar perto daquela pessoa que estamos viciados, nos faz muito bem, e quando estamos longe acaba criando uma sensação de abstinência. Então, eu posso concluir que estou junto daquela pessoa apenas para saciar as minhas necessidades, e não porque eu realmente gosto de estar perto dela? Será que podemos chamar isso de amor?

Quantas pessoas agem como vampiros, que sugam o outro no que precisam, e depois de saciados, resolver sair da vida sem mais nem menos? Será que você um dia já fez ou sentiu isso?

Não se iludam, o outro poderá te proporcionar momentos que juntos serão felizes, mas nada vale se você não estiver feliz, ou seja, a sua felicidade está dentro de você, e não nos seus vícios. Você será mais feliz, quando proporcionalmente você tiver menos vícios na sua vida, comece pela sua independência em relação ao seu companheiro, contribua para o relacionamento, e não somente fique sugando sem retribuir nada de volta.


Não devemos agir ou enxergar os nossos relacionamentos como uma droga, que me satisfaz, elevando a minha auto-estima unicamente, mas também uma oportunidade de crescimento para o resto de sua vida, algo que acrescente para a sua pessoa, e não uma “coisa” que te destrua, mas que ao mesmo tempo sacie todas as suas necessidades, que por sinal são ilusórias.

Por Paulo Jacob

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