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Você já teve medo de perder o amor de alguém?

Eu já tive sim, e preciso me policiar muito para que isso não aconteça. Mas, porquê? Isso é ruim?

Sim, esse é um de nossos maiores medos (sofrimentos), o qual faz o homem ficar preso no ciclo de renascimento e morte (Samsara), segundo o conhecimento budista.


Sem falar que o medo nos consome, uma energia gigantesca a qual poderíamos usar de forma útil, ou seja, tanto para o nosso crescimento, quanto para inspirar o próximo.

Vamos supor que você tenha um relacionamento amoroso insatisfatório, vocês discutem muito, separam, voltam, você sabe no seu íntimo que ele (ou ela) não é o amor ideal, e o que vocês nutrem um pelo outro não é um amor livre e verdadeiro, mas você não consegue se separar dessa pessoa. É uma luta entre razão e emoção. E você dá mil desculpas: filhos, uma história juntos, condição financeira, herança, status, companhia, ou seja, dá o seu preço.

Passei anos da minha vida em conflito, até descobrir que, se eu quisesse viver um amor de verdade teria que romper essa barreira: o medo de perder o amor de alguém.

E se formos analisar objetivamente e friamente: em um relacionamento problemático, porque eu teria medo de perder o amor, se eu “sei”, mesmo que apenas racionalmente e conscientemente, que o sentimento presente não é o amor verdadeiro? Vou perder o quê? Vou perder o conforto porque eu estou acostumada com aquela situação conhecida, eu conheço esse sofrer “de cor e salteado”, e sei o desfecho.


E se eu decidir viver um amor livre e verdadeiro, o que vai acontecer? Eu não sei quem vou encontrar, aonde ele vai estar, se realmente existe, se vou gostar. Vou ficar aqui mesmo, que já conheço, afinal, “no fim é tudo igual”, todos têm problemas. Esse pode ser o pensamento mais comum que nossa parte cômoda nos convence como sendo a realidade (verdade), porque quer ficar onde está.

E o medo vence, e você passa sua vida, trabalha, casa, tem filhos, e chega ao último dia do seu último momento de vida e pensa: “Porque eu não tentei?”.

E assim, voltamos mais uma vez no plano físico, e fazemos sempre as mesmas coisas, temos sempre as mesmas escolhas porque sentimos medo. E continuamos a carregar um fardo cada vez mais pesado, pois a cada renascimento criamos mais carma negativo em relações de posse, ciúme, medo, domínio, apego.

Tem um pensamento que me ajuda muito nos momentos de conforto: “E se hoje fosse meu último dia, o que eu faria?”.


Sugestão: FAÇA, mesmo com medo, porque aquilo que acaba, que tem um fim é ilusão; aquilo que acaba não existe, simplesmente está. Não tenha medo de perder o que não existe. Eu não sou Simoni, estou Simoni, assim como estou coach, estou mãe, estou esposa, estou filha…

Então vamos lá, um degrau por dia, um dia de cada vez.

Um beijo e até o próximo artigo!

Simoni Venturini





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