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Você não é dona do seu namorado!

dona do namorado

Não sei se já confessei a vocês, caras leitoras, mas eu me amarro em almoçar sozinho. Por quê? Pois encaro as comilanças solitárias como excelentes oportunidades para ingerir – e digerir com atenção! – a conversa dos outros. Não é algo muito educado, eu tô ligado. Mas consumir o papo alheio me ajuda a pensar em temas para novos textos. Ou você acha que eu me inspiro no conteúdo de livros para escrever a respeito de aspectos práticos dos relacionamentos? Claro que não.



Hoje, por exemplo – entre uma garfada de frango à milanesa e um gole de água com gás -, eu ouvi uma frase que captou a minha atenção de jeito: “Eu não deixo o meu namorado ir à balada!”, afirmou a moça da mesa de trás à amiga siliconada e visivelmente atenciosa. “Não deixo?”, pensei de boca cheia, inconformado. E logo concluí: certas pessoas se sentem as verdadeiras donas daqueles com quem se relacionam. Preocupante, não? Muito!

Uma coisa é não gostar que a seu namorado vá à balada ou que ele faça tatuagens de pôneis nas nádegas, outra coisa – bem diferente! – é achar que você tem o direito de declarar o que ele deve ou não fazer. É claro que o seu namorado está sujeito a sofrer as consequências – de caras feias a pontapés na bunda – dos próprios atos. É óbvio, também, que você pode deixar bem claro aquilo que não lhe agrada nem um pouco. Mas dar ordens como se ele fosse o seu labrador adestrado? Tratá-lo como você trata as suas posses? Aí não dá. Isso não é admissível. É doentio, para ser mais exato.

E se engana quem pensa que este texto tem como alvo, apenas, as mulheres mandonas e escravizadoras. Nada disso! Minha crítica à enxurrada de possessividade nas relações é unissex. Acho extremamente absurdo, por exemplo, quando um homem dispara um “Você não vai sair assim!” ao ver o comprimento do vestido da namorada. Ter ciúme das pernocas à mostra da moça é uma coisa, tratá-la como um pai autoritário é outra. Não acha?


Quando entramos em um relacionamento, desejamos – entre outras coisas, obviamente – alguém para nos ajudar a construir um espaço leve e sem muitas burocracias, um refúgio mágico que nos ajudará a sobreviver às inevitáveis pressões e ordens do mundo real – bata ponto, ande dentro dos limites de velocidade, fume só na calçada, use trajes específicos em casórios, não fale palavrões, faça silêncio depois da meia-noite, declare o seu imposto de renda etc. -, ou seja, o pior que podemos fazer à relação é agir de uma maneira que fará com que nosso parceiro comece a nos enxergar como um segundo chefe. Saca? Pois não é disso que ele precisa.

Uma dica? Aprenda de uma vez por todas a trocar o “Você não vai fazer isso!” pelo “Eu não gostaria que você fizesse isso”. Fará toda a diferença e mostrará que você, apesar de ter opiniões e pontos de vista, entende que em uma relação amorosa as atitudes não devem acontecer por imposição. Ah, e fuja de namorados que querem dizer com quem você deve sair, aonde você deve ir e como você pode se vestir. Falo sério!

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Por: Ricardo Coiro – Via: Superela


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