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Você não é uma vítima!

O conceito de responsabilidade é bem simples: “obrigação de responder pelas ações próprias”.



Mas quando eu falo para as pessoas que elas são responsáveis pelas próprias vidas, muitas ficam bravas e acham que eu estou acusando-as de criarem um cenário ruim, pelo qual estão passando ou de escolherem passar por algo que lhes fez mal um dia, e não é isso.

Você não é uma vítima!

Entenda que esse conceito que citei não é a responsabilidade da qual falamos, quando eu digo: “Você é responsável pela vida que tem!”, o que eu quero dizer é que, antes de tudo, você tem a capacidade ou a habilidade para responder.

Isso quer dizer que você é o responsável por tudo que acontece em sua vida? Não, mas quer dizer que você tem a capacidade de decidir o que vai fazer com isso que aconteceu.


Sartre dizia: “Não fazemos o que queremos e, no entanto, somos responsáveis pelo que somos: eis a verdade”.

Não podemos viver apenas como queremos e nem fazer apenas as coisas que gostamos, pois o mundo não funciona assim, mas independente disso, somos o que escolhemos ser e as pessoas só conseguem fazer conosco o que nós autorizamos.

Um exemplo clássico disso é quando escutamos alguém reclamar das atitudes de outra pessoa e vem a nossa mente: “Mas por que ela deixa isso acontecer?”, mas não vemos a profundidade dessa pergunta, pois quando essas mesmas coisas acontecem conosco, não conseguimos pensar dessa forma, não conseguimos ver a situação de forma tão direta e efetiva. Deixamos de lado o poder que temos para escolher, e dessa forma, interromper essas coisas que nos incomodam.


Esse é o poder da responsabilidade, como eu disse, é a capacidade que você tem para responder a alguma coisa.

Então faça o exercício de refletir sobre a sua vida, suas relações e a forma como você reage ao mundo que está a sua volta, se alguma coisa não está boa, o que você pode fazer para melhorar isso? Ou como você pode interromper essas situações desconfortáveis? Dessa forma, podemos afirmar que somos completamente responsáveis pelo mundo a nossa volta, já que, de forma direta ou indireta, escolhemos quem está ao nosso redor e a forma como as pessoas nos tratam é, de alguma maneira, autorizada por nós.

Mas calma, não existe uma solução mágica, eu também passo por situações onde não posso simplesmente controlar os resultados. Na verdade, nunca conseguiremos controlar os resultados de nada em nossas vidas, é um esforço completamente vão.

Só que mesmo não podendo controlar os resultados, podemos controlar por quanto tempo isso vai durar.

Então, se algo não está te fazendo bem, você tem duas escolhas muito claras: a primeira é deixar que isso continue acontecendo, fortalecendo esse padrão e tornando esse fardo cada vez mais pesado; a segunda opção é aprender a se impor, colocando limites nessas situações, onde você exige que isso mude para algo melhor que faça bem para todos os envolvidos, ou essa situação simplesmente será interrompida.

Aprender qual é a sua parcela de contribuição sobre as coisas que lhe acontecem é extremamente libertador, pois quando você se tornar consciente disso, passará a fazer escolhas cada vez melhores, libertando-se de padrões de comportamentos que você possuía e conseguindo afastar-se de pessoas que você insistia em manter próximas a você, apenas porque acreditava que não era possível.

Existem pessoas que realmente são vítimas das ações do outro, como em casos de violência, mas não permaneça sendo uma vítima, não se coloque nesse papel como se fosse sua vida; você é sim capaz de ir ao encontro de uma realidade melhor, você possui aí dentro essa força.

O que somos hoje é fruto das escolhas que fizemos ontem e seremos amanhã o reflexo das escolhas que fizermos hoje!

Então, escolha o que é melhor para você, isso não é egoísmo, isso é amor próprio!

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Direitos autorais da imagem de capa:  fotovika / 123RF Imagens

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