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Você não usa apenas 10% do seu cérebro! – (com 3 dicas simples e muito eficientes!)

Sabe aquelas coisas que você ouve mas não caem muito bem?



Durante muito tempo eu acreditei que usava apenas 10% da capacidade do meu cérebro (talvez você também acredite…) e isso sempre me deixava incomodada, mas animada ao mesmo tempo.

Incomodada porque era muito desperdício; e animada porque deveria ter alguma forma de melhorar essa estatística.

E assim, desde cedo busquei fazer cursos de leitura dinâmica (que não me serviu para nada), de memorização, reiki, PNL, coaching e tudo o que conseguia… sempre na missão obstinada de fazer esses 10% virarem 20%, 30%, e por que não 100%?


Isso já aconteceu com você?

Acreditar nessa possibilidade tornou-me um ser humano melhor, com propósito nos estudos, fome de aprender e sempre foi um grande motivador para mim. Você também tem seus motivadores. Já identificou quais são eles?

Anos depois, veio a neurociência trazendo novidades e mostrando que este uso depende muito mais daquilo que você faz e de como usa seu cérebro no dia a dia do que de uma simples conta matemática.


E hoje, a informação de que usamos apenas 10% do cérebro é desmentida pela comunidade científica sendo apontada como apenas mais um mito.

Eu trago aqui 3 das evidências levantadas contra esse mito pelo Dr. Barry Beyerstein, cientista canadense, Ph.D. em psicologia e professor na Universidade de Simon Fraser:

* Se 90% do cérebro não fosse mesmo utilizado, então danos cerebrais nestas partes não causariam grandes perdas, mas na realidade, quase nenhuma parte do cérebro pode ser danificada sem perder funções importantes;


* Atualmente, temos tecnologias que permitem monitorar, em tempo real, a atividade do cérebro vivo como a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética (FMRI). Isso constatou que até enquanto dormimos, todas as partes do cérebro mostram-se com algum nível de atividade;

* Como lei natural, as células do organismo que não são utilizadas têm tendência de se degenerarem. Por isso, se 90% do cérebro fosse inativo, a autópsia de cérebros adultos revelaria ampla degeneração, e não é isso que acontece.

Embora não se conheça na totalidade os reais limites dessa máquina incrível que chamamos de cérebro, pode-se concluir que todas as suas regiões são ativas e que têm funções determinadas.


O que hoje a neurociência comprova é que você pode, por meio de atitudes diferenciadas e criação de novos hábitos, criar novas conexões neurais e melhorar muito sua performance. Você pode usar a neuroplasticidade para uma mudança positiva em sua própria vida em muitos aspectos, reprogramando seu cérebro.

Pesquisa recente Dr. Michael Merzenich, um líder pioneiro na pesquisa da plasticidade cerebral e co-fundador da Posit Science mostrou que:

…“ sob certas circunstâncias, o poder da plasticidade cerebral pode ajudar mentes adultas a crescer e se desenvolver. Embora algumas atividades cerebrais tendem a diminuir com a idade, existem passos que as pessoas podem seguir para revigorar o cérebro”.


Deixo aqui 3 dicas simples para você iniciar o desenvolvimento do seu cérebro:

1. Inicie um novo hábito positivo e repita-o várias vezes ao longo da semana;

2. Durma bem: dormir limpa as toxinas do cérebro e ajuda a reforçar as conexões;


3. Faça atividades físicas e libere serotonina e oxitocina, substâncias importantíssimas para um cérebro mais ativo.

Até agora não sabemos exatamente quantos por cento usamos do cérebro, mas uma certeza eu tenho: a grande diferença começa em confiar que há algo melhor para você, algo que você possa aprender, compreender e realizar para se tornar hoje melhor do que era ontem, e amanhã, melhor do que hoje, numa evolução sem fim.

Um grande abraço, cheio de autoconfiança,


Regiane Martins

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Direitos autorais da imagem de capa: solarseven / 123RF Imagens


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