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Você sabe dizer não?

NAO

Minha vida só mudou quando eu aprendi a dizer não. Mas não só para os outros como também para mim.



Passei a dizer não quando começava a pensar coisas ruins a meu respeito e quando cismava de remoer o passado. Não, não aceito mais isto e corro para relembrar minhas qualidades, acertos e afins.

Digo não para mim quando insisto em tentar agradar a todos ou fazer o que não quero para ficar bem com aqueles que me cercam por temer “perder amigos“. Agora não saio quando não quero.

Não respondo mensagens correndo se não estiver de fato disponível (ou a fim se não for importante) e também não me sujeito a continuar carregando no colo quem sequer tenta andar sozinho.


É que tem gente que precisa de ajuda profissional, tipo psicólogo ou psiquiatra, e nada que você diga ou faça consegue ajudar efetivamente esse tipo de pessoa. Então, ainda que eu preze aquela amizade, tento explicar a necessidade de um auxílio especializado.

E por mais difícil que seja, me mantenho menos próxima. Entenda, nada tem a ver com maldade. Isto está relacionado com o seguinte: o que te corrói e você não evita pode acabar te destruindo. Então você o faz por uma questão de amor-próprio.

Também digo não para o conceito de beleza e moda imposto pela sociedade. Eu só uso o que me cai bem e não mais faço parte do grupo de mulheres que têm a necessidade de perder três quilinhos ou mais.

Só mudo em mim o que me incomodar, e ponto. Digo não para quem sei que só me procura quando precisa. Digo não ao assunto que não me agrada e me retiro. Digo não aos que tentam ditar regras sobre a minha vida não respeitam minhas escolhas – independente de aceitá-las.


E digo não ao medo de não restar muita gente por perto pelo fato de eu teimar em não mais voltar a dizer sim. O sim só é leve para quem ouve, mas nem sempre para quem o pronuncia. Por dentro uma bomba silenciosa explode sempre que a gente faz uma coisa querendo agir de outro modo.

Agora, embora entenda a necessidade de usar o bom senso e ser educada, ou quero ou não. E não há meio-termo. Óbvio que nada disso é fácil. Porque ser você mesmo é uma tarefa árdua e requer principalmente desapego do que nos tornamos por pensar que precisamos ser o que desejam para sermos aceitos.

Entretanto, quem gostar de nós sempre saberá lidar com as nossas fases, sejam estas quais forem. E se alguém escolhe por não entender, que assim seja. E não, não temos culpa por isso.


Que Deus nos livre do mal disfarçado de bem!

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