VOCÊ SABE O QUE SEU FILHO TEM FEITO NAS REDES SOCIAIS?

“O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma.”

(Abraham Maslow)

Se vocês se chocam com boatos espalhados pela internet, fiquem atentos: a falta de controle e fiscalização do que seus filhos fazem nas redes sociais pode fazer deles a próxima vítima.

Você conhece o mundo virtual? Conhece as redes sociais às quais crianças e jovens utilizam para se comunicar? Espero que sim, e espero que você que é mãe e/ou pai esteja dedicando uma parte do seu tempo para orientar seus filhos sobre o bom uso dessa ferramenta.

Adolescentes mal orientados e mal fiscalizados usam as redes sociais para falar com bandidos, para marcar encontros com pessoas desconhecidas, para comprar e vender drogas, para trocar fotos e vídeos com forte apelo sexual – isso não acontece só nas favelas da baixada santista, acontece nas escolas particulares da nossa cidade.

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Se por um lado o mundo virtual faz parte do nosso cotidiano e tem sido muito útil por uma série de motivos, inclusive a facilidade de comunicação; por outro, tem aberto portas às quais muitas vezes levam a caminhos desconhecidos, perigosos e sem volta.

Quando nós adultos filosofamos e desejamos viver de novo a juventude com a experiência que só o tempo e a vida nos trouxeram, é exatamente porque agora, temos discernimento e podemos fazer escolhas com mais sabedoria, certo? Então por que deixamos crianças e adolescentes tão sozinhos e sem norte achando que, aos dez, treze ou quinze anos eles terão maturidade para cuidar de si mesmo? Não, eles não estão prontos para isso! Precisam de orientação, de limites, de exemplos, precisam que contem a eles como as coisas funcionam por aqui!

Vocês sabem o que busca um adolescente quando expõe uma foto sensual de si ou quando se atreve a conversar com um traficando ou contraventor? Busca autoafirmação, busca combustível para sua autoestima – em resumo: BUSCA AFETO! Somos todos tão carentes…

Uma criança de onze anos ou um adolescente de quinze não podem ter acesso irrestrito à internet, principalmente quando se trata de redes sociais e, o fato dos pais adultos ou os outros colegas utilizarem não é desculpa para se omitir. O padrão primário de comportamento de um ser humano deve vir de sua família, pelo menos até chegar à fase adulta.

Eu me lembro durante a minha infância e adolescência de ter pedido algumas coisas aos meus pais, usando os seguintes argumentos: “todo mundo vai”; “todo mundo tem”. Em resposta ouvia a famosa frase “você não é todo mundo!”. Só hoje, pela própria maturidade, eu entendo o quanto havia de afeto na fala deles. O que eles estavam me dizendo era que: não ser todo mundo é ser especial, é ser cuidado, protegido, amado. Além disso, eles não podiam me dar tudo, nem permitir tudo – ninguém pode, nem deve, por mais dinheiro que tenha!

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A grande maioria dos pais se omite em dizer não, em colocar regras e limites, ou em frustrar seus filhos pelo medo de perder o afeto destes, porém essa liberdade desenfreada é interpretada emocionalmente como falta de amor e de interesse.

Amadurecimento intelectual não quer dizer amadurecimento emocional. Se sua filha envia a alguém uma foto sensual aos catorze anos, ela tem razões para isso, e vocês pais, tem muita responsabilidade sobre essas razões. Se culpar ou se omitir não vai resolver nada, mas mudar resolve sim – na infância e na adolescência tudo pode ser feito e todos podem ser salvos. Basta querer.



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