Você toma decisões pelo amor ou pelo medo?

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Já havia algum tempo que eu não sentava na frente do computador para escrever um artigo. Em diversos momentos, recebia da minha consciência a mensagem de que eu “tenho que fazer isso”, dando-me várias desculpas e motivos para escrever.



Sim, eu sei a importância que escrever um artigo tem, porém, essas cobranças mentais me causam angústia. Foi quando decidi olhar para essa angústia mais a fundo.

Percebi o quanto os modelos externos influenciam as nossas decisões, e quantas vezes, por medo de exclusão, tomamos decisões somente para agradar aos outros.

Você já tomou alguma decisão com medo de ser excluído (a)?

Particularmente, já tomei várias decisões assim. Sinceramente, todas as vezes em que eu decidi algo por medo, eu me senti mais angustiada, perguntando-me o tempo todo: “Será que tomei a decisão certa?!”. Após tomar decisões por medo, eu me vi em situações onde me sentia inadequada, inferior, e até em enrascadas.


O problema é que, muitas vezes, fazemos escolhas na nossa vida pelo medo e não pelo amor. E isso é muito paralisante.

Paralisante porque você decide algo por medo de ser excluído, e não porque é de sua alma, de seu coração. Quando isso acontece, as coisas param de andar com as próprias pernas, e passam a andar com a motivação de agradar o outro, ou seja, com as pernas e pela ótica do outro.

Você já percebeu que, muitas vezes, parece que a nossa mente tem vida própria e não assumimos a liderança sobre ela? Não temos nenhuma intenção ou nenhum propósito para os nossos pensamentos e acabamos deixando de fazer coisas que gostamos, acabamos nos machucando, ficando ansiosos, depressivos e tristes.

Você já passou por isso?!


Por este motivo, sentei alguns minutos para meditar sobre minha angústia e me perguntei: “De quem é isso? Por que está aqui? A que me serve? ”. Durante esse momento único de conexão com meu interior, pude perceber que toda essa angústia e cobrança não me pertenciam, que eu só devo fazer algo se eu realmente sentir no meu coração que devo fazer.

Quando eu entendi que naquele momento precisava fazer uma escolha pelo amor – amor ao conhecimento, amor à possibilidade de expansão, amor por escrever e dividir meus insights, amor a mim mesma e aos meus desejos – minha percepção mudou e tomei coragem para sair da minha zona de conforto, sentei em frente ao computador e comecei a escrever. Comecei a escrever com o meu coração e minha vontade, não por cobranças sociais, mas por mim mesma. Compreende a diferença?

Compreende que você precisa sentir em seu coração o que é certo ou errado, bom ou ruim? Compreende que o que os filmes, novelas e revistas falam não precisa ser uma verdade para você? Que se você chegou aos 30 e ainda não casou, teve filhos ou viajou para 17 países não tem problema algum? Compreende que se não é diretora de empresa, com 4 MBA’s e falando ao menos 5 línguas, não tem problema algum?

Siga somente o que a sua alma pede, e não os moldes da sociedade!

Praticar fazer escolhas pelo amor mudou a minha vida. Ajudou-me a tomar melhores decisões, a viver um relacionamento saudável com meu marido, a escolher um trabalho que está alinhado com minha missão, a começar uma rotina com novas atividades diárias e principalmente a me ver de uma forma diferente.

Se você está buscando fazer mais escolhas pelo amor na sua vida, a ter mais claridade, motivação e um empurrãozinho para dar seus passos nessa jornada, eu o convido a sentar por alguns minutos em uma posição confortável, respirar e inspirar por 7 segundos cada, e observar seu corpo e seus sentidos. Observar seu coração, se está angustiado ou leve, e olhar para a escolha que precisa tomar, se perguntando:

“Eu realmente quero fazer isso? ”

“O que de melhor pode acontecer se eu escolher isso? ”

“E o que de pior pode acontecer? ”

“Faz sentido para mim isso? ”

“Está alinhado com o que eu quero para minha vida? ”

“Terei orgulho dessa decisão daqui a alguns anos? ”

Dessa forma, desejo que você faça escolhas motivadas pelo amor. Escolhas motivadas por sua essência, sua alma.

Que você possa compreender que agradar aos outros, com o tempo, torna-se inútil. E que você tem enorme valor para a vida, e principalmente, valor para quem o ama pelo que você realmente é e não pelo que a sociedade espera que seja.

Combinado?!

Com amor, graça e leveza,

Queli.

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Direitos autorais da imagem de capa: dedivan1923 / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 21/11/2017 às 4:45






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