AmorMensagem de ReflexãoO Segredo

Amar é como andar de bicicleta…

amar andar de bicicleta

Quando terminamos um relacionamento juramos com todas as nossas forças que nunca mais iremos nos apaixonar, que não vamos mais fazer papel de palhaça e que aquela menininha toda apaixonada está morta! A mulher que nunca se jurou essas coisas e decretou que não se envolveria mais em romances que atire a primeira pedra. Isso é natural e faz parte do luto pós fim de relacionamento.

Não vou te julgar, até porque eu mesma já passei pelo luto pós fim de relacionamento várias vezes, jurei a mim mesma não me apaixonar novamente outras dezenas de vezes. Esbravejar, chorar, gritar, se descabelar e passar uma semana vendo filmes de ação porque romance já não é mais a sua praia é mais do que normal. Fala sério, lembra quando você era criança e caia andando de bicicleta e, enquanto chorava jogada no chão, jurava que nunca mais iria pedalar na sua vida? O tombo do sonho para a realidade é a mesma coisa.

Após todo aquele chororô que fazemos quando caímos da bicicleta vem a hora de passar o remédio na ferida e desinfetar a ferida dói, arde e nos faz lembrar do tombo. Mas toda a dor da cicatrização é necessária e, quando o machucado já está cicatrizado, nós olhamos para a cicatriz e rimos lembrando o que houve. Com términos de relacionamento, ou melhor, após aquele puta pontapé na bunda, não é diferente.

Terminar um relacionamento, ainda mais quando é contra a nossa vontade e ainda há sentimento de nossa parte, dói muito e arde porque tem uma ferida aberta ali, mas, como no machucado, a dor é necessária para a cicatrização. John Green já tentou nos explicar que a dor precisa ser sentida e precisa mesmo, aliás, ela DEVE ser sentida, pois depois da dor, os momentos bons ganham mais valor.

Assim como voltamos a andar de bicicleta depois do tombo, nós voltamos a amar e, aos poucos, vamos perdendo o medo de nos machucarmos de novo. Pois, assim como andar de bicicleta, amar novamente é ter a oportunidade de passar por novos lugares, respirar novos ares, ver pessoas diferentes e viver novas experiências. E, se cair de novo, tudo bem, cada cicatriz tem sua história e cada tombo serve para nos mostrar aonde estamos errando e o que devemos aprimorar.

Quando paramos de cair da bicicleta nós sabemos que finalmente encontramos o nosso equilíbrio e aceleramos na curva, andamos com os braços abertos nas ruas amplas, pois isso, nos da a sensação de que estamos voando livremente. Quando paramos de levar tombos na vida amorosa também podemos perceber que encontramos o nosso equilíbrio interno, aprendemos a nos amar, aprendemos a olhar para as nossas cicatrizes sem medo de sentir dor de novo, aprendemos a amar apenas quem nos ama de volta. E nos jogamos nessa nova aventura numa rua plana com os braços abertos, um sorriso no rosto e apostando corrida com alguém que não vai nos deixar cair, alguém que vai ser as rodinhas invisíveis da grande bicicleta que nós somos.

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Escrito por: Thaina Trindade

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