A diferença entre entender o caminho e vivê-lo…

A contrariedade da empatia…

Quero mesmo aproveitar este momento porque todas as setas apontam que o deva fazer. O dia de hoje é especial, porque marca uma fase de transição, em que a minha Consciência expandiu de maneira significativa.



Ultrapassei uma crença ilusória – mais uma derrubada – que era das poucas que faltavam para me tornar naquilo que chamo uma mestre espiritual. Mestre porque domino a minha vida e sigo o meu objetivo de maneira consciente e deliberada; espiritual porque faço todo o progresso significativo dentro de mim, no reino espiritual.

Os relatos mentais são apenas reflexos das imagens que tenho dentro de mim, a maior parte sob a forma de emoções que senti enquanto vivi, porque cheguei à conclusão que aquilo que sinto é aquilo que vivo.

Antes, não há muito tempo atrás, aquietava-me com o paradoxo de ajudar os outros enquanto ajudo a mim mesma.


Se cada problema requer uma solução única, como é que eu poderia transformar-me e ao mesmo tempo transformar dezenas ou centenas ou imagino milhões no Universo?

Teria que adquirir todas essas almas, concentrá-las numa simbiose, e ser uma e todos ao mesmo tempo?

Como poderia ajudar-me se estava demasiado ocupada em tentar perceber o que é que os OUTROS gostam, e ao mesmo tempo viver o que eu gostava?

Depois de adquirir sensibilidade para percecionar as coisas simples, de maneira plena e amorosa, senti agudamente o que era conviver com as pessoas, e sentir todos os detalhes complexos das suas emoções negativas. Eu era todos e não era nenhum, porque se não me direcionava num único objetivo, não estava a viver no verdadeiro sentido da palavra. Estava a absorver o que os outros viviam (que provavelmente nem era deles).


Nunca duvidei em momento algum que ia ser egoísta, desde que decidi que ia cuidar sempre do que estava a pensar e sentir, e permanecer em direção ascendente, porque assim estava certa de que iria ajudar os outros a ver as possibilidades. Para mim, a palavra egoísta agora significa cuidar de mim. Porque não me remete ao conceito de ego, já que a sociedade carregou tanto na tecla do “és um egoísta” quando cuidamos de nós.

Porque tenho a certeza que ego não me faria pensar tanto nos outros, e em como poderia ajudá-los.

Porque aprendi que apenas entendendo a minha essência e as suas causas, nunca poderia entender os outros profundamente. Isto porque não existem outros, somos todos um.

Entendi isso quando, depois de tanto tempo a praticar a positividade, percebi o poder que isso tinha em mudar toda a energia de uma sala, todo o tom de um acontecimento, toda a direcção dos pensamentos que fazem parte do grupo.

Eles são evidências físicas do que eu espero das pessoas, e do potencial que temos na maneira como vivemos. Ser um mestre significa transcender, e entender que o caminho tangível manifesta-se realmente, quando temos coragem para agir. É a diferença entre entender o caminho e vivê-lo.

E como é maravilhoso testemunhar isso. Um pequeno passo de coragem para agir conforme o que sinto e não com preocupação a como os outros respondem, muda tudo de maneira espantosa.

Seguindo esse conceito dos chacras, o meu chacra da garganta não estava ativo, então parecia sentir engolir em seco antes de falar o que realmente sentia. A minha voz tremia, porque não me sentia bem, e tinha receio de ser eu mesma.

Mas hoje, numa noite tão simples como outra qualquer, o maior progresso e a mudança definitiva, deu-se dentro de mim, porque entendi que tive coragem de finalmente dizer o que sentia, da maneira como me sentia.

E isso merece um registo, um marco na minha história, porque sei que as evidências físicas e façanhas que fazem os heróis não se comparam à magia da realidade interior, e da sabedoria de como moldamos a nossa vida a partir de dentro.

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Direitos autorais da imagem de capa: andersonrise / 123RF Imagens

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