A inveja é inútil, corrói a alma e constitui um entrave à felicidade. Fuja dessa energia!

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Já paraste para pensar se és realmente feliz? E será que ficas genuinamente satisfeito com a felicidade alheia?



Comungas espontaneamente com a alegria do próximo, sem pingo de inveja ou gota de ciúme?

És capaz de, puramente, homenagear o sucesso do outro? O talento ou sucesso do vizinho do lado não te incomodam minimamente?

Ficas feliz quando o teu colega de trabalho é promovido, sem criticar? O teu vizinho compra aquela casa fantástica com jardim e piscina que tu sempre desejaste ter. Celebras com ele sem colocar defeitos?

Os teus amigos estão prestes a gozar aquelas férias dos sonhos nas ilhas paradisíacas da Polinésia Francesa. Ficas feliz sem questionar ou cobiçar?


Provavelmente responderás imediatamente que sim. Ninguém assume publicamente sentimentos tão pouco nobres como a inveja, mas a verdade é que o mais renegado dos sete pecados capitais é uma emoção inerente à condição humana, por mais difícil que seja confessá-la.

Sejamos honestos: Todos nós, uma vez ou outra, uns mais outros menos, já bebemos deste veneno.

No mundo competitivo e materialista em que vivemos, pode até ser normal as pessoas terem inveja da felicidade alheia, sobretudo se considerarmos que a felicidade se concretiza em bens materiais.  Mas por que a alegria alheia incomoda tanto? A infelicidade do outro significa a tua felicidade? O insucesso do próximo representa o teu sucesso?


A inveja é inútil, corrói a alma e constitui um entrave à felicidade. Sob o feitiço da inveja, somos incapazes de ficar felizes com as alegrias alheias e de sermos nós também felizes.

Costuma dizer-se que é nos momentos menos bons que descobrimos as verdadeiras amizades. Mas não será também nos momentos bons? os verdadeiros amigos são aqueles que estão presentes em todos os momentos, são aqueles que, da mesma forma que nos limpam as lágrimas, abrem um champanhe para celebrarmos. Comungam da nossa felicidade como se da deles se tratasse.

É fácil proferir frases de alento e esperança perante a adversidade do outro, difícil é compartilhar verdadeiramente da sua felicidade, das suas conquistas e do seu sucesso.

Ninguém inveja a doença, crítica as dificuldades, elogia o fracasso ou cobiça a tristeza. O mesmo não se aplica à felicidade, ao amor e ao sucesso.

A nossa felicidade não começa quando a do outro termina. O sucesso do próximo não anula o nosso próprio sucesso. Pelo contrário, a felicidade começa quando somos capazes de nos despir de sentimentos nocivos e destruidores e nos entregamos livremente ao amor, à generosidade, à alegria e admiração.

E é tão bom ficar genuinamente feliz com a felicidade dos outros, é uma sensação tão compensadora ter o coração livre de tão pesados sentimentos e sentirmo-nos como crianças… Genuínas, espontâneas e desprovidas de maldade.

A felicidade não é uma utopia e está bem ao nosso alcance, diante dos nossos olhos, a dificuldade reside em conseguir enxergar! Por vezes envolvemo-nos de tal forma na crueldade de uns e nos problemas de outros, na ambição desmedida e no pessimismo da vida que esquecemos o mais importante e não conseguimos ver e alcançar aquilo que é tão simples e claro. A felicidade está dentro de nós, é uma escolha.

Liberta-te e seja feliz!

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Direitos autorais da imagem de capa: bialasiewicz / 123RF Imagens

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