O LOBO SOLITÁRIO E UMA SOLITÁRIA TOLA…



Sou uma dessas pessoas que com propriedade pode falar sobre vida sentimental conturbada. Apesar do título, primeiramente gostaria de frisar que ‘me sujeitei ao lobo em questão’, sim, porque é importante nos responsabilizarmos pelos nossos erros, até mais do que pelos acertos.

Mas certa vez conheci um cara que estava mais perdido que cego em tiroteio, estava mais perdido do que eu. A diferença era que eu queria me encontrar e sabe quando lá no fundo você sempre tem uma esperança? Pois é, eu tinha esperança de que daquela vez tudo seria diferente. Tudo seria novo… Mas… Deu em merda!

Resolvi que ia transformar todas as minhas histórias malucas e com finais ruins, engraçados ou medonhos em textos… (risos). Vamos à história.

O cara vou chamar de poeta, acredite você que era assim que ele se definia, um poeta, um solitário, um cara que sofreu na vida e que agora estava “por cima”, era o dono da situação e com o signo de Áries exalando nas ventas (me desculpem os arianos e arianas, mas gente, que signo é esse?).

Me submeti a conhecer o cara, independentemente do que os meus olhos e sentidos me diziam, um grande erro. Intuição existe para ser usada.

Nos encontrávamos, conversávamos, havia química e tudo mais… Estava sozinha e ele era essa pessoa que ora eu não entendia e que ora compreendia perfeitamente. Às vezes um abraço e eu sabia que ele era um pobre homem assim como eu, tão perdido quanto eu. Mas havia uma diferença, porque há uma diferença gritante entre ser perdido e estar perdido e acredite, há pessoas que são perdidas e serão assim enquanto existirem. Escolheram a bandeira da inscrição não sei quem sou e nem de onde vim. Enfim, saímos algumas vezes, gostava de estar com ele, não absurdamente, mas gostava… Nossa comunicação era completamente ‘whatsappiana’, ele ligava raríssimas vezes para perguntar o que eu estava fazendo e se eu não estava ‘na vibe’ de tomar uma cerveja.

Passaram-se algumas semanas, o poeta sumiu, confesso que como boa discípula de Nelson Rodrigues estava me remoendo, até que um dia entrei em contato contrariando o manual do bom senso e disse: “Sumiu”. Ao que ele respondeu: “Sou um lobo solitário e estou em minha toca kkkk”.

Mandei aquele emoticon com carinha de nada (aquele em que a boca é um tracinho) e fim da conversa, ele permanecia lá online por toda a eternidade, claro, estava convencendo outras solitárias tolas como eu a adentrar em sua toca vazia de sentido.



Sabe, depois de tanto me ferrar (muito mesmo) a duras penas aprendi algumas coisas, dentre elas, que estar solitário é um momento que deve ser vivido com dignidade e respeito a si mesmo. Às vezes vale mais ficar plenamente sozinho do que se aventurar sem condições para tal, como nunca tive. Não sou e nunca serei uma aventureira, e todas as vezes que banquei a versão feminina de Robinson Crusoe me dei mal, porque estava nadando contra a corrente, estava contra a minha natureza.

Se você quer amar e procura alguém que queira lhe conhecer e de fato te amar como você merece, não atropele a si mesmo nessa busca, não se aventure em trilhas desconhecidas com o intuito de encontrar algo à força.

A gente não entra em um teatro para ver outra peça senão aquela pela qual pagamos o ingresso, assim é com a vida sentimental. Não adianta querer ver “O amor está no ar” quando a peça é “Vai se ferrar a todo custo”. No fundo sabemos qual o roteiro, assim como eu sabia que o poeta não era um poeta de verdade e assim como eu sabia que o lobo solitário era só um cara perdido no mundo querendo perdidos como ele. E quanto a mim: me comportei como uma solitária tola porque quis.

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DaianaPor: Daiana Barasa – Colunista The Secret

Blog Pessoal: Barasa Plutônica  – Quem é Daiana Barasa? Não se sabe ao certo… os fatos existentes são: é apaixonada, vivaz, ser incansavelmente pensante, maluca por planetas, estrelas, cometas, encantada com um planeta chamado Plutão (não é mais planeta?), louca por palavras, ávida por histórias, ninguém, alguém… Quem sabe o que ela é? Despretensiosa demais para ser pretensiosa, mas pretensiosa demais para ser ela mesma em um planeta em que a maioria das pessoas está disposta em vitrines com medo de não ser comprada. Ela não está à venda, não está devidamente embrulhada co






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