Você não vai prosperar enquanto não for fiel à sua essência e enquanto não sair da cultura “errada”.

Você não vai prosperar enquanto não for fiel à sua essência…

A primeira lição de Abraão, pai das nações

Gênesis doze, dois: “Eis que farei de ti um grande povo: Eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; serás tu uma benção!”. Serás tu uma benção. Quantos de nós não queremos ser uma benção? Quantos de nós não nos agarramos a palavras e promessas como esta?

Abraão é uma das figuras mais importantes da história bíblica, ele é o pai da fé, das nações, de Israel, da prosperidade… Ele é muitas coisas, referência constante nos sermões, textos e palestras motivacionais. Abrão, ou, Abraão é maravilhoso! Mas uma coisa que Abraão é e poucas pessoas sabem é o fato de que ele foi o primeiro judeu da história. Não quero entrar nas questões políticas-religiosas do judaísmo, muito menos no certo-e-errado, mas os judeus são um povo milenar, sofrido, guerreiro, perseguido, resistente, resiliente e próspero. Afinal, a história continua no versículo três, com: “Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei aquele que te amaldiçoar. Por teu intermédio abençoarei todos os povos sobre a face da terra!”.

Felizmente, somos parte dos povos da terra, ou seja, seremos abençoados, também!

E embora nós queiramos ser abençoados financeiramente por intermédio do povo judeu, ou, através de Abraão, quero trazer aqui uma benção em forma de aprendizado, uma reflexão. Algo que fica esquecido no canto, negligenciado por aqueles que buscam as bênçãos materiais do patriarca de Israel.

Não vamos falar aqui sobre o óbvio, mas vale sempre a pena salientar que Abraão (ainda com seu nome antigo) foi um homem de muita fé, ele não só acreditava num plano maior, como ele confiava neste plano. Veja: “Então o Senhor veio a Abrão e lhe ordenou: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e dirige-te à terra que te indicarei!”. À primeira vista, a ordem soa meio redundante, uma vez que sair da “terra” (país) pressupõe sair da “parentela” e “casa de teu pai”. Faz sentido? Se você sair do Brasil, automaticamente você vai sair do seu bairro e da casa de seus pais. É meio óbvio. Mas. Uma visão cabalística deste mandamento pode nos trazer as bênçãos que foram destinadas a Abraão e todos os povos sobre a face da terra.

Recentemente, um capítulo muito triste da história do Brasil foi escrito por alguns capixabas, durante a ausência dos policiais militares nas ruas. (Infeliz e vergonhosamente) Não é e não foi um caso isolado, outros casos parecidos acontecem quando, por exemplo, caminhões tombam nas estradas.

O texto bíblico, quando lido em seu idioma original, hebraico, mostra que a ordem é “sai para ti mesmo”. De maneira bem resumida, só para fim de entender o contexto: a religião é vista, muitas vezes, como algo que limita, poda, oprimi, proíbe e diminui, ou, em outras palavras, afasta a pessoa de sua essência, daquilo que ela realmente é, pois ela tem que negar e se afastar de todas essas coisas, pensamentos, sentimentos, desejos, etc., ela tem que se afastar de si. O pulo do gato é que a ordem dada a Abraão é exatamente o contrário, é “sai para ti mesmo”, vai ao encontro de si, aproxime-se de si, seja você! Não só aceite quem você é, como também vai ao encontro disto, se aproxime, viva por isto!

Pois, ser fiel e verdadeiro à própria essência é ser verdadeiramente a partícula de Deus, o que conhecemos desde o episódio de Adão e Eva, o sopro de vida.

Quando colocamos inúmeras regrinhas (códigos, etiqueta, leis, etc.) entre nós e a nossa essência, o que estamos fazendo é colocar inúmeros obstáculos entre nós e a essência, ou seja, nós e Deus.

Eu não sei se você está entendendo, mas o que quero dizer com isto é que aquele seu desejo de ser rica, morar num casão, ter um carro para cada atividade, viajar pelo mundo, andar bem vestida e cuidar da aparência com o melhor que o mercado oferece não é pecado, não é errado. É o oposto disto, é o que Deus quer de você, é o que Ele quis de Abraão! Não ignore estes desejos! Não ignore a sua essência! Não se afaste, se aproxime!

O que nos traz de volta à questão de sair da terra, da parentela e da casa dos pais:
Ser brasileiro é a melhor coisa que pode acontecer neste planeta. O pacote, contudo, vem com um monte de coisas ruins: corrupção, cafezinho, passividade, conformismo, mais-ou-menos-ismo, jeitinho aqui e ali, etc. “Sai da tua terra” pode significar “sai desta cultura”, sai da massa, deixa de ser como a maioria e seja como (alguém que “eu te indicarei”)… E aí, podemos ser como o povo do Japão, Grã-Bretanha ou e Alemanha. Podemos ser como os melhores do mundo! Mais do que isto: devemos ser.

Você não vai prosperar enquanto não for fiel à sua essência e enquanto não sair da cultura “errada”.

Atenção! Não é sair do país, é sair da cultura deste país. Se tivéssemos uma cultura rica, no sentido ético e de valores, principalmente, não precisaríamos sair dela, mas se nós dependemos de leis e da polícia militar para fazer aquilo que é certo… Já dizia Benjamin Disraeli: “Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis.”.
“É assim mesmo”, “Isto é Brasil”, “Isto é coisa de rico, ‘nóis é’ pobre”… Este tipo de mentalidade vai contra as Leis Universais.
Outra coisa extremamente importante para levar em consideração é o fato de que (até então) Abraão não era judeu, uma vez que esta religião ainda não existia; os povos tinham suas religiões próprias, eram politeístas, e Deus o chamava para o monoteísmo – por isso ele precisava sair da sua terra, parentela e casa.

O pensamento para o restante da ordem, “parentela” e “casa de teu pai”, segue o mesmo raciocínio.

Às vezes, a gente invoca tanto as bênçãos de Abraão sobre nossas vidas, nos agarramos à promessa bíblica, exigimos retorno e respostas Universais, mas acabamos nos esquecendo de sair da terra, da parentela, da casa de nossos pais, e de nos aproximar de nós mesmos. Fazemos o oposto: permanecemos no fluxo cultural, “é assim mesmo”, e nos afastamos de nosso Eu verdadeiro. Preocupamo-nos muito com o-que-devo e ignoramos o-que-realmente-quero.

Esqueça o que a sociedade e instituições dizem que você deve, porque se tem uma coisa que você deve é ser você, ser fiel a você, à sua essência, a Deus, à partícula Universal. Você deve ser feliz, ser próspero, ser uma benção! E não ser um robozinho programado para a infelicidade, pobreza e conformismo. “Sê tu uma benção”.



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