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Morre Agnaldo Rayol: entenda por que quedas são mais perigosas para idosos

Risco elevado de quedas para idosos: saiba por que são tão perigosas nesta fase da vida

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoBem-Estar e Saúde04/11/2024 às 14:30 04/11/2024 às 14:41

Morre Agnaldo Rayol: Entenda Por Que Quedas São Especialmente Perigosas Para Idosos
Foto: Reprodução/ Instagram

O artista Agnaldo Rayol morreu hoje após uma queda em sua residência. Ele vivia na Zona Norte de São Paulo e sofreu o acidente ao se dirigir ao banheiro durante a noite. Levado ao Hospital HSanp, localizado no mesmo bairro de Santana, Rayol apresentava um ferimento na cabeça. Apesar de ter sido intubado, ele não sobreviveu.

Perigos das quedas em idosos

Quedas são frequentes e perigosas entre os idosos. Estatísticas indicam que um em cada três indivíduos acima de 65 anos sofre uma queda anualmente, e um em cada vinte desses casos resulta em fraturas ou hospitalização.

Para aqueles com 80 anos ou mais, o índice de quedas chega a 40% por ano. Entre os residentes de asilos e casas de repouso, esse número sobe para 50%. Esses dados foram fornecidos pelo Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) em 2020.

Por que os idosos caem mais?

Com a idade, os idosos perdem parte do controle neurossensorial desenvolvido na infância. Esse declínio no equilíbrio é agravado pelo retardo na conexão entre o cérebro e os músculos (controle neuromuscular), tornando-os mais propensos a quedas.

No entanto, especialistas destacam que é possível reduzir o risco de quedas com medidas preventivas adequadas, uso de dispositivos de segurança e cuidados médicos regulares.

Causas comuns de quedas

Diversos fatores contribuem para as quedas entre os idosos, incluindo fraqueza muscular, perda sensorial devido a distúrbios neurológicos — muitas vezes consequência de doenças crônicas —, diminuição da visão e audição, além de efeitos colaterais de medicamentos. As consequências das quedas tendem a ser mais severas na terceira idade devido à maior fragilidade óssea.

Consequências graves das quedas

Uma queda pode levar a situações críticas para um idoso, como perda de funcionalidade, necessidade de dispositivos auxiliares como bengalas ou andadores, e em situações extremas, pode resultar em imobilização permanente, tromboembolismo venoso, lesões por pressão (conhecidas como “escaras”), infecções e até morte.

O aspecto psicológico também é significativo; o medo de cair novamente pode levar ao isolamento social.

A importância da densidade óssea

Embora as mulheres tenham uma incidência maior de quedas, as consequências são geralmente mais graves nos homens. Isso se deve ao fato de que mulheres idosas possuem níveis reduzidos de estrógeno, aumentando o risco de osteoporose.

Os homens, por outro lado, mantêm certa proteção pela testosterona ao longo da vida. No entanto, quando desenvolvem osteoporose, as complicações tendem a ser mais severas.

A supervisão da saúde óssea é fundamental na fase mais avançada da idade adulta, pois ossos enfraquecidos podem levar a um maior número de quedas e consequências mais severas.

As fraturas mais graves que um idoso pode sofrer são a do fêmur e o traumatismo cranioencefálico. No caso da fratura do fêmur, há uma alta taxa de mortalidade entre os idosos após o incidente. Devido à sua natureza delicada, o risco de morte também abrange o período pós-operatório dessa condição.

A fratura do fêmur representa uma grande complicação para os idosos devido ao prolongado período de imobilização. Essa condição impacta negativamente na qualidade da musculatura e na capacidade cardiorrespiratória, além de aumentar o risco de embolia pulmonar. Em razão da idade avançada, é raro que os pacientes consigam uma recuperação completa.

Dá para prevenir, sim!

Exames regulares de visão são essenciais para reduzir o risco de quedas na terceira idade. Além disso, é importante realizar atividades de fortalecimento muscular, como musculação ou pilates, juntamente com exercícios aeróbicos de baixo impacto.

Atividades aquáticas também são benéficas, assim como exercícios de equilíbrio realizados com a ajuda de fisioterapeutas. Ao se exercitar sob a orientação de um profissional qualificado, o idoso pode sempre obter melhorias na força muscular e na mobilidade.

É fundamental que a casa do idoso seja adaptada para garantir segurança. Remover obstáculos, como tapetes, é uma medida simples, mas também é possível instalar barras de apoio nos banheiros, utilizar pisos antiderrapantes e optar por sapatos fechados e bem ajustados.

Para prevenir quedas em casa, a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, elaborada pelo Ministério da Saúde, apresenta 11 medidas de segurança:

  • Evitar tapetes soltos.
  • Instalar corrimãos em ambos os lados das escadas e corredores.
  • Usar sapatos fechados com solado de borracha.
  • Colocar tapetes antiderrapantes no banheiro.
  • Evitar caminhar em áreas com piso molhado.
  • Não encerar o chão da casa.
  • Manter os móveis e objetos organizados e afastados.
  • Deixar uma luz acesa durante a noite para facilitar o deslocamento.
  • Esperar que o ônibus pare completamente antes de embarcar ou desembarcar.
  • Sempre utilizar a faixa de pedestre.
  • Caso necessário, usar bengalas, muletas ou outros dispositivos de apoio.
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