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Carta ao amor próprio…

CARTA AO AMOR PROPRIO

Queria eu usar estes versos para expressar o meu amor falar que a mim sua vida jurou,  falar das promessas feitas,  do palpitar do coração quando o vejo ou da história perfeita.



Pois bem…não quero gastar as minhas linhas falando de coisas do coração,  estas que um dia me aprisionou,
minha alma violou  refém do seu tempo e sentimento deixou, não.

Não mais quero falar da minha imperfeição, do gosto por misturar palavras de carinho,  que consigo separar amor e vontade imediata,  que é mais bonito falar que o coração dispara,  mas aceito que dizer que está empolgada pelo simples fato de querer um momento e não uma vida inteira juntos.


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A atração é pelo que não se pode ter ou ver,  você se apaixonou porque não pode viver, se descobrisse que sou só mais uma mulher,  jogada no sofá, com lábios pálidos, pijama rasgado, cabelos desgrenhados, Não me desejaria com tanta intensidade, meu bem…posso ser o auge da simplicidade  ou a loucura da meia idade,  posso ser quem eu quiser,  porque romântica ou não, pertenço somente a mim mesma e quanto a você…aceite se puder!

Que mal há em querer um algo a ponto de inundar os pensamentos com todos os momentos que tivemos juntos ou tantos outros fantasiados  esperados, desejados? Não há mal nesse querer, intenso, oculto, passional.

Que eu sofra ao acordar, caso esteja entregando meu coração na mão de quem nunca saberá cuidar ou valorizar, mas que viva, intensamente essa loucura


de não pensar no amanhã, somente pensar  no seu olhar, nas cores do teu olho, nas conversas com tom de sobriedade e interesse…

Que eu sofra, mas que eu saiba acordar no momento exato, antes de me despedaçar, que eu saiba recompor os meus pedaços no momento em que você soltar a minha mão.

Tenho uma intensidade que não cabe em mim, me entrego totalmente e deixo ir com a mesma facilidade, desejo algo que vai além de liberdade, rótulos ou máscaras, desejo algo de verdade, transparente, real.

Minha alma escorpiana e minha personalidade tão plena, não me deixa paralisar, por amores ou dissabores, tenho meus momentos de luto, mas eles não duram a vida inteira, meu bem…tenho uma força tamanha dentro do peito,força essa conquistada nos meus 30 e poucos anos.


Sou mulher, tempestade, inteira, plena, só não sou o brinquedo ou troféu na  estante que você deseja exibir, não nasci para isso, sou corrente, eu transbordo, não tenho meios termos, tenho o amor próprio como religião, sou adepta de coisas profundas, não mergulho em amores rasos.

Não tenho medo dos recomeços, amo a passagem dos ciclos, vejo emoção nas palavras ousadas ao pé do ouvido ou ao telefone,

vejo beleza e glamour no querer dos corpos entrelaçados e nas mãos dadas no ápice do momento.

No meu mundo as cores são mais vibrantes, o vento tem cheiro de alma viva, existe magia nas lágrimas e prazer no sorriso.


No final…meu amor…compreenda! não caibo no seu mundo, ele é estreito, não cabe as minhas asas abertas, ansiosas por liberdade, no meu mundo eu posso ser quem eu quiser, uma princesa, uma louca, só não sou aquele tipo de  mulher que aceita a vulgaridade de uma vida medíocre, sou menina, mulher, brisa, tempestade…sou minha e de mais ninguém!

Renilce Aguiar

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