Fala-se do pensamento positivo como se fosse algo que já estamos predispostos a praticar e sermos vitoriosos na primeira tentativa. Exemplo: pratica 30 dias de gratidão e começarás a ver manifestações físicas daquilo que desejas. Não é verdade. Isto porque fomos vítimas de um condicionamento intenso por parte de tudo o que nos rodeia – […]

Fala-se do pensamento positivo como se fosse algo que já estamos predispostos a praticar e sermos vitoriosos na primeira tentativa. Exemplo: pratica 30 dias de gratidão e começarás a ver manifestações físicas daquilo que desejas.
Não é verdade. Isto porque fomos vítimas de um condicionamento intenso por parte de tudo o que nos rodeia – amigos, família, televisão, escola… – a nunca estarmos de bem com tudo, porque quem é feliz sem ter exatamente o que deseja é um “lunático”.
Eu vivo em Portugal e posso dizer que aqui este pensamento é ainda mais visível: o pensamento do português é de que a vida é inerentemente injusta, e que nada podemos fazer além de trabalhar e ganhar bom dinheiro para darmos a volta à situação.
Como nos libertarmos destas algemas em forma de crenças? Com prática, exercício mental.

Há que haver uma substituição quase completa de todas as crenças negativas por crenças positivas. Porque aquilo que é negativo equivale a resistência, e o positivo a permissão.
Ou seja, aquelas pessoas que “carregam” consigo pensamentos predominantemente negativos, levam um grande fardo criado por elas mesmas, que as impede de viverem a vida que amam.
Elas culpam o que está à volta (e em parte podemos dizer que sim, o ambiente em que crescemos é responsável pelas CRENÇAS que moldaram a nossa vida atual) mas tudo o que elas estão a viver é fruto daquilo que elas praticam mentalmente.
Mas não se enganem: a vida que amamos não se manifesta fisicamente momento em que temos aquelas coisas “grandes” que tanto cobiçávamos (o emprego, o parceiro, a casa…) – mas quando começamos a SENTIR que amamos a nossa vida!
Isso mesmo: aquilo que sentes é aquilo que estás a viver. Quando alguém se sente apaixonado pela vida, está a viver uma vida apaixonante. Não importa porque se sente assim: se a sua emoção diz paixão, o Universo irá responder exatamente a isso.
E a própria emoção de paixão JÁ É um resultado físico da prática do pensamento positivo. Ou seja, o pensamento vem primeiro, e todo o resto é simplesmente um resultado da prática desse pensamento.
E o primeiro resultado são sempre as emoções.
Então, falemos da emoção de insatisfação: quando alguém está insatisfeito, está a emitir uma vibração de falta para o Universo.
Normalmente surge como reação a uma ausência física: dinheiro, controlo sobre uma situação ou pessoa, um plano falhado…
Assim, com esta sensação de falta, dizemos ao Universo: “isto falta-me”, ao que é como se este respondesse: “exatamente”. E nos vai dando sinais cada vez maiores à medida que alimentamos o sentimento de ausência daquilo.
Há muita gente que diz: “mas se isto não existe na minha vida, vou simplesmente fingir que existe até aparecer?”
Não necessariamente. É possível, sim, acreditar que aquilo que desejamos já está concretizado e que simplesmente precisamos de permitir a sua entrada no mundo físico. Mas para um iniciante, o melhor a fazer é notar as coisas boas que já estão presentes na sua vida.

Se conseguimos olhar e apontar aquilo que está mau e errado com aquela situação ou aquela pessoa, também temos a capacidade de notar o que há de bom e que corre bem.
A única diferença é que ao início custa dizermos o que há de bom em algo, porque talvez não estamos habituados: é um costume que precisa ser alimentado.
Temos que cultivar a gratidão. Toda a planta precisa de tempo e dedicação para dar frutos eventualmente.
Com o tempo – e com a intenção de transformarmos a nossa maneira de pensar e ver a vida para aquela que nos faz melhor – conseguimos com sucesso fechar a brecha entre resistência e permissão.
Ao transformarmos a nossa visão, transformamos a nossa vida: porque pensamentos geram emoções, que manifestam resultados físicos. Mas é necessário tempo e dedicação.