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Desconstruir para reconstruir

desconstruir para reconstruir

Caminhando pelas ruas e observando as pessoas ao nosso redor, percebemos o quanto algumas delas têm dificuldades para definir seu papel no mundo, um bom começo seria definir o que não queremos para a vida, para depois definir o que realmente se quer, essa coisa de ter que ter um plano pode funcionar de trás para frente.



Mas qual é a busca do ser humano nessa vida?

Está aí uma pergunta simples de responder, se procurarmos pelas teorias de famosos filósofos, acompanhando dilemas históricos e tentando encontrar a resposta para essa questão, simplesmente chegamos à conclusão mais clichê de todos os tempos: Ser Feliz.

A felicidade não se resume a uma palavra apenas ela pode ter vários conceitos, portanto façamos o seguinte exercício: Sente-se confortavelmente e pergunte a si mesmo: O que é a felicidade para mim?


Felicidade pode ser viajar o mundo e estar perto das pessoas que amamos. Esse pode ser um dos conceitos de felicidade.

Ah mas e sobre casar e ter filhos?

Podemos sim pensar nisso também! E querer! Mas o que diferencia e muito, no conceito de outras pessoas, é justamente isso: O querer mas não necessitar.

E o que diferencia o Querer do Necessitar?


O que diferencia é que quando queremos algo, não possuímos o ímpeto de atropelar o tempo para alcançar tal coisa, ainda mais quando esse algo não depende 100% de nós mesmos. Deixamos o tempo fluir, fazendo nossa parte sempre é claro, mas com a paz de espírito necessária para estar atenta as mudanças que podem ocorrer no caminho e saber contorná-las da melhor forma possível até obtermos o que querermos ou até mesmo mudando de rumo.

Porém, quando há a necessidade, deixamos esse ímpeto tomar conta de nossas emoções, nossas mentes, perdemos o rumo, ficamos desorientados, esse é o motivo de tantos casamentos e relacionamentos frustrados, as pessoas se envolvem por carência, por medo de ficarem sozinhas, por medo de não serem pais, ou mães algum dia, por medo disso, por medo daquilo, e acabam não percebendo que na realidade somos e sempre seremos nós com nós mesmos no mundo, e essa realidade não muda, independentemente de você estar casado há 50 anos ter 5 filhos e 10 netos, o seu momento de vir ao mundo foi só, até mesmo gêmeos chegam a esse mundo separados por minutos, segundos ou milésimos dele, quando você parte desta vida, você pode estar rodeado pelas pessoas que ama, porém o lugar para onde você irá depois disso somente caberá a você percorrer.

Mas voltando o conceito de felicidade, inerente a todos nós desde o nascimento, cabe a cada um decidir o que lhe faz feliz, e não devemos julgar, pois se para um indivíduo o conceito de felicidade envolve viagens e estar perto de quem se ama, para o outro pode envolver trabalhar 24 horas por dia, ganhar muito dinheiro e é isso! Ah mas ai você virá com seu pré-julgamento e dirá: Mas essa pessoa não é feliz! Essa pessoa não aproveita a vida, não consegue gastar o dinheiro que tem porque não lhe sobra tempo! Ok, mas, e se o conceito de felicidade dessa pessoa for exatamente esse? Como podemos julgar o outro dentro de nossas próprias limitações? Dentro de nossos próprios medos?

Um filme que elabora com clareza essa questão é “A Jovem Rainha” que conta a história surpreendente da Rainha Cristina da Suécia, uma garota que se tornou rainha aos 6 anos de idade e que passou a vida em busca do autoconhecimento. Em uma das cenas do filme em que Cristina recebe um manuscrito do famoso filósofo francês René Descartes ele cita que para atingirmos a verdade na vida, devemos descartar todas as ideias que nos foram ensinadas e reconstruir todo nosso sistema de conhecimento.


Isso significa que devemos deixar o que somos para sermos o que realmente queremos ser.

Desconstruir para Reconstruir.

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