Pais biológicos de bebê nascida após troca de embriões em clínica de fertilização in vitro disseram estar arrasados após aceitarem acordo judicial

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Os pais biológicos de uma bebê gerada por outro casal após troca de embriões em FIV na Flórida abriram mão da guarda após acordo judicial, apesar do sofrimento envolvido. O casal que deu à luz a menina, Tina e Steven, permaneceu como pais permanentes após confirmarem a troca de embriões.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Os pais biológicos de uma bebê gerada por outro casal, após uma troca de embriões durante um procedimento de fertilização in vitro (FIV) na Flórida, nos Estados Unidos, afirmaram estar “arrasados” depois de um acordo judicial no qual abriram mão da guarda da menina.
Rob Marcereau, advogado dos pais genéticos de Shea, de 6 meses, falou sobre a situação em entrevista à NBC News.
“Eles estão arrasados com o que aconteceu e também compreendem que o casal que deu à luz a criança também está sofrendo”, disse à NBC News Rob Marcereau, advogado dos pais genéticos de Shea, de 6 meses. “Eles tiveram de tomar a decisão dolorosa de não lutar pela guarda”
De acordo com Marcereau, os pais biológicos decidiram não iniciar uma disputa judicial pensando no sofrimento que isso poderia causar à menina. Ainda assim, deixaram claro que gostariam de ter ficado com a criança.
Tiffany Score e Steven Mills assumiram o compromisso de permanecer como pais “permanentes” de Shea depois de chegarem a um “acordo de guarda mútuo” com os pais biológicos da bebê na semana passada.
O casal move um processo contra o Fertility Center of Orlando e contra Milton McNichol, endocrinologista reprodutivo chefe da clínica. Eles alegam que o embrião errado foi implantado em abril de 2025. A ação tramita desde janeiro.
Tiffany e Steven, ambos brancos, descobriram a troca de embriões após o nascimento de Shea, em 11 de dezembro de 2025. A bebê nasceu com origem não caucasiana.
Posteriormente, exames de DNA confirmaram que Shea tinha 100% de ascendência sul-asiática.
Em um primeiro momento, Tiffany e Steven afirmaram que estavam dispostos a entregar Shea aos pais biológicos por meio de um processo de adoção. No entanto, depois mudaram de posição e decidiram lutar pela guarda da menina.
Segundo Marcereau, os pais biológicos teriam preferido criar a bebê como sua própria filha, mas sabiam que isso poderia representar uma disputa difícil. O advogado afirmou que “teria sido uma batalha jurídica extremamente árdua”.
Jack Scarola, advogado de Tiffany e Steven, declarou que seus clientes “estão comprometidos” em preservar a privacidade dos pais biológicos de Shea, que até agora não tiveram suas identidades reveladas.
O acordo sobre a guarda da menina não encerra todas as preocupações envolvidas no caso. Tiffany e Steven também querem saber o que aconteceu com seus embriões congelados e se existe a possibilidade de terem um filho biológico vivendo com outra família.
As coletas de óvulos e esperma do casal resultaram em um embrião masculino viável e dois femininos, que foram congelados e permaneceram armazenados durante todo esse período.
“O embrião masculino deles ainda pode estar por aí. Disseram a eles que há um embrião armazenado, mas ainda não foi confirmado se é realmente deles”, destacou Scarola.
Em abril, o Fertility Center anunciou o encerramento de suas atividades e a abertura de outra clínica no mesmo endereço.
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