Juliano Cazarré nega irregularidades e explica salário, jornada e demissão após ação de ex-babá

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Juliano Cazarré negou as acusações de assédio moral e rotina exaustiva feitas por uma ex-babá, explicando que ela foi contratada conforme pedidos dela, com salário registrado e parte paga por fora a seu pedido. O ator também negou ter impedido atendimento médico e afirmou que a demissão ocorreu por perda de confiança....
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O que se sabe
FAQ editorial
O ator Juliano Cazarré publicou um vídeo nesta sexta-feira (27) para se manifestar sobre notícias envolvendo um processo movido por uma ex-funcionária contra ele e a esposa, Letícia Cazarré. Após a repercussão das acusações de assédio moral e rotina exaustiva feitas por uma babá que trabalhou na casa da família, o artista decidiu apresentar sua versão dos fatos.
No início da gravação, o ator afirmou que não pretende se esconder diante da situação e disse que resolveu falar publicamente porque considera estar sofrendo uma injustiça.
“Talvez eu não devesse gravar esse vídeo, mas não aguento injustiça e não sou o cara que fica se escondendo. Não tenho nada para esconder. Vou falar sobre esse processo que está rolando de uma ex-babá contra a Letícia e eu. Ela está alegando que trabalhava horas demais, que era acionada de madrugada, que a gente pagava o salário dela por fora da carteira”, começou ele.
Na sequência, Juliano explicou que o salário inicial da babá registrado em carteira era de R$ 5.500. Segundo o ator, a funcionária não teria ficado satisfeita com os descontos e impostos e teria pedido para ser demitida e contratada novamente por fora. Cazarré afirmou que acabou aceitando o pedido feito por ela.
“Essa moça chegou em casa bem recomendada e pediu R$ 5.500. A gente aceitou pagar. Ela mora longe do Rio de Janeiro e não poderia ir e voltar todos os dias. O que ficou acordado com ela é que ela trabalharia lá em casa de segunda a quinta-feira. A escala dela era quatro por três. Trabalhava quatro dias, ficava três noites em casa e tinha quatro noites na casa dela com a família. A gente assinou a carteira dela com os R$ 5.500 que ela pediu. Só que, quando chegou o primeiro contracheque dela, ela viu os descontos e falou: ‘Não! Não dá! É muito imposto’. Eu sei que é muito imposto”, explicou como tinham acertado.
“Ela falou : ‘Assim não pode ser. Não vou aceitar. Vocês têm que me demitir e pagar o meu salário inteiro por fora durante tantos meses até poder me recontratar e me recontratar pagando menos para eu ter menos desconto e pagando o resto por fora’. A gente não queria fazer isso porque isso nos joga na ilegalidade, mas a gente também não queria perder uma babá, uma pessoa que, enquanto estava trabalhando como babá, trabalhava muito bem. A Letícia estava precisando voltar ao trabalho também. Fizemos o que ela pediu. A forma como ela estava sendo paga foi a forma que ela nos pediu para fazer”, comentou como foi a situação.
Juliano Cazarré também comentou a acusação de que a funcionária seria acionada durante a madrugada e teria uma rotina excessiva de trabalho. Segundo ele, a babá cuidava apenas do filho caçula do casal, e não dos outros cinco filhos da família.
“O quarto em que ela ficava era uma suíte que não fica dentro da casa, fica na edícula. Então ela nunca foi acionada de madrugada e nunca ouviu um choro de criança de madrugada. Se o bebê acordar, sou eu que vou no quarto pegar. Ela tinha duas horas de almoço. Parava de trabalhar ao meio-dia e só voltava depois das duas da tarde. E ela só cuidava do bebê, do Estêvão. Ela ajudava no café da manhã de todo mundo; às 7h da manhã, eu saía de casa com as crianças para o colégio, depois trazia, lá pelas 15h30, eles do colégio. Ela recebia o Gaspar e Madalena lá pelas quatro da tarde com lanchinho, levava por uma hora e meia da praça, depois era voltar da praça, banho, janta, cama e acabou. Então, ela passava o dia inteiro com o Estevão, que é um bebê que não chora, não dá trabalho e come de tudo. Quando ela chegou lá em casa, a gente já tinha ensinado ao Estêvão os horários de dormir. Se você o larga no berço acordado, ele dorme sozinho a noite toda. Já tinha esse horário de sono depois do almoço, que era quando ela tirava as duas horas de descanso”, explicou.
O ator também negou que ele e a esposa tenham impedido a ex-funcionária de procurar atendimento médico. Segundo Juliano, a babá teria chegado à casa da família relatando uma reação alérgica após uma ida ao dentista e dizendo que precisava sair por causa de dores.
“Daí ela fala que a gente a proibiu de procurar atendimento médico e ela teve uma reação alérgica. Na verdade, ela chegou em casa já dizendo que estava com reação alérgica porque tinha ido ao dentista, que estava com dor e precisava sair. A gente falou: ‘Está bom, não vai ficar com dor, traz atestado’. Daí ela trouxe informações desencontradas, que foi na UPA, mas não esperou o atendimento e não pegou o atestado, e podia descontar (do salário). Outras vezes ela já tinha saído por motivos de saúde, não trazia o atestado e falava que podia descontar, mas a gente nunca descontou. Daí a Leticia falou: ‘Se está com problema por causa do dentista, entra em contato com ele’. Ela falou que não tinha como. A Letícia então falou: ‘Amanhã você vai então na nossa dentista’. Ela marcou a consulta, a gente ia pagar. Ela não foi na nossa dentista e mandou mensagem dizendo que tinha encontrado o contato do dentista dela”, disse o ator o motivo pelo qual a funcionária teria sido demitida.
Na versão apresentada por Cazarré, a demissão ocorreu porque a família teria perdido a confiança de que a funcionária compareceria ao trabalho na segunda-feira seguinte. Ele afirmou que situações parecidas já teriam acontecido outras vezes.
“Foi o suficiente para a Letícia falar: ‘Não precisa mais voltar. A gente não consegue confiar que você vai aparecer aqui na segunda-feira’. Porque isso acontecia várias vezes. Chegava segunda-feira, a gente há vários dias com as crianças, precisando trabalhar, às vezes atrasava…”, disse ele.
O ator ainda afirmou que a ex-babá teria recebido diferentes benefícios e pedidos atendidos durante o período em que trabalhou com a família. Juliano disse que ela foi tratada com respeito, cuidado e atenção.
“Ela não trabalhava quando era Carnaval, fim de ano… Tudo o que ela pediu, a gente deu. Pediu adiantamento de férias antes de ter completado um ano de trabalho, a gente deu. Pediu ar-condicionado no quarto, a gente instalou. Foi uma pessoa sempre tratada não só com respeito, mas com cuidado, carinho e atenção. Nunca ninguém dirigiu uma palavra ríspida ou fez um pedido grosseiro.Tudo foi feito do jeito que ela pediu e agora ela vem com esse processo gigante, pedindo mais de R$ 200 mil. Até eu, que sou mais bobo, quero ganhar isso sem trabalhar”, falou.
Por fim, Juliano Cazarré contou que, após a demissão, a ex-funcionária procurou o sindicato dos trabalhadores domésticos. Segundo ele, houve uma proposta de acordo, mas a babá não teria aceitado. O ator afirmou confiar na Justiça e disse ter provas do que relatou.
“Quando ela foi demitida, ela procurou o sindicato dos trabalhadores domésticos e o sindicato ofereceu um acordo para a gente de R$ 8.500. Ela não quis aceitar esse acordo e fez um barulho tão grande que o sindicato pulou fora. Ela arranjou um advogado e fez esse processo. Eu confio na Justiça e a gente tem como provar tudo o que eu falei aqui”, finalizou ele.
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