A Justiça de São Paulo negou um recurso de Cafu para desbloquear seu patrimônio, apesar do leilão de sua mansão para pagamento de dívidas

A Justiça em São Paulo negou o pedido de Cafu para liberar seu patrimônio, mesmo após a venda de sua mansão para saldar dívidas.
O juiz Bruno Paes, da 1ª Vara Cível de Barueri, esclareceu que os recursos da venda do imóvel ainda não estão disponíveis, pois um recurso especial apresentado pela defesa de Cafu ainda aguarda análise.
Assim, o tribunal não considera garantido o pagamento da dívida, que atualmente gira em torno de R$ 10,5 milhões, impossibilitando o desbloqueio dos bens do ex-jogador.
Além disso, o juiz não identificou um “excesso de execução“, como alegavam os advogados de Cafu.
O pentacampeão ressaltou que um perito contratado por ele identificou uma cobrança abusiva e ilegal por parte da empresa Vob Cred Securitizadora.
A análise feita pelo perito indicou um excesso de aproximadamente R$ 7,4 milhões na cobrança, que totalizaria cerca de R$ 17,5 milhões se incluídos outros dois processos movidos pela Vob Cred.
A dívida resultou no leilão da mansão onde Cafu reside, localizada no bairro Alphaville, em Barueri. O imóvel foi vendido por R$ 20,2 milhões, valor inferior ao seu real preço. O leilão já foi aprovado pela Justiça paulista.
O processo que levou ao leilão possui uma dívida atualizada de R$ 10,5 milhões. Cafu argumentou ao tribunal que houve excesso na penhora, visto que todo seu patrimônio foi bloqueado pelo Judiciário. Além da mansão, outros imóveis também foram penhorados.
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