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Preta Gil fala sobre queda de cabelo durante o tratamento: entenda por que esse efeito colateral merece atenção

Preta Gil enfrenta nova etapa do tratamento contra o câncer nos EUA e compartilha desafios com a queda de cabelo

Avatar De Jader MenezesJader MenezesPreta Gil08/06/2025 às 05:04

Preta Gil Fala Sobre Queda De Cabelo E Especialista Explica: 'Merece Atenção'
No ano passado, Preta Gil falou sobre queda de cabelo durante o tratamento contra o câncer - Foto: Reprodução/Instagram

Preta Gil, aos 50 anos, desembarcou em Washington, nos Estados Unidos, na segunda-feira, dia 2, para dar início a uma nova etapa de seu tratamento contra o câncer.

A cantora tem sido transparente ao compartilhar os detalhes de seu diagnóstico, e no ano passado, comentou sobre a queda de cabelo, um efeito colateral comum entre pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia.

No mês de agosto do ano passado, Preta Gil desabafou sobre a queda de cabelo: “As pessoas me perguntam muito sobre meu cabelo, se ele não vai cair e se eu não vou ficar careca. Ele está caindo, mas é uma perda parcial. Mas está caindo bastante”, iniciou a cantora. A filha de Gilberto Gil, que hoje tem 82 anos, enfatizou que essa não é sua maior preocupação: “Cabelo a gente coloca lenços e outras coisas e depois ele cresce”, afirmou com serenidade.

Por que o cabelo cai durante o tratamento?

A queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais conhecidos entre pacientes em tratamento contra o câncer, especialmente durante a quimioterapia.

Esse fenômeno acontece porque os medicamentos utilizados têm como principal objetivo destruir células que se multiplicam rapidamente, como as que formam tumores. No entanto, essas drogas também afetam outras células saudáveis do corpo, entre elas as dos folículos capilares, responsáveis pelo crescimento dos fios.

O processo de perda de cabelo pode variar bastante de pessoa para pessoa e depende diretamente do tipo de quimioterapia aplicada e da dosagem dos remédios. Em alguns casos, a queda é total e ocorre em tufos, enquanto em outros, pode haver apenas uma redução no volume dos fios. Geralmente, esse efeito começa a ser percebido entre duas a quatro semanas após o início do primeiro ciclo de tratamento.

Apesar desse impacto, é importante ressaltar que nem todos os tipos de quimioterapia provocam queda de cabelo. Há medicamentos menos agressivos para o couro cabeludo, enquanto outros afetam mais intensamente os folículos pilosos.

A volta dos fios após a quimioterapia

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes é se o cabelo voltará ao normal após o fim do tratamento. A tendência é que, em grande parte dos casos, o volume capilar volte ao seu padrão anterior em até um ano. Porém, é comum que, no início do crescimento, os fios apresentem textura, espessura ou até coloração diferentes.

Durante o período de queda e crescimento dos cabelos, alguns cuidados são essenciais para manter o couro cabeludo saudável e minimizar possíveis desconfortos:

  • Lave o cabelo com xampu suave e água morna, evitando temperaturas elevadas;
  • Evite escovar os fios de maneira agressiva e adie procedimentos químicos, como tinturas e alisamentos;
  • Proteja a cabeça do sol utilizando chapéus, lenços ou turbantes, prevenindo queimaduras e desconfortos;
  • A touca de resfriamento, também chamada de touca fria, pode ser indicada em alguns casos para reduzir a queda de cabelo, sempre com orientação médica.

Cuidando da autoestima durante o tratamento

O impacto da queda de cabelo vai além da aparência física. Muitas pessoas sentem a autoestima abalada durante esse período, o que é absolutamente compreensível. Buscas por soluções criativas, como o uso de perucas, lenços e acessórios, podem ajudar na adaptação. Além disso, é importante contar com o apoio de familiares, amigos e, se necessário, de profissionais da saúde mental.

Cada paciente vivencia esse processo de forma única. O fundamental é entender que essa fase é passageira e que o cabelo, aos poucos, tende a se recuperar. Permitir-se experimentar novos estilos, buscar adaptações e priorizar o autocuidado fazem parte do processo de superação, contribuindo não apenas para a saúde física, mas também para o bem-estar emocional durante o tratamento.

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