Amiga de instrutor preso por morte em rope jump pede cautela enquanto Polícia Civil investiga o caso

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Aline, amiga de um dos instrutores presos por homicídio com dolo eventual na morte de Maria Eduarda, defendeu-o nas redes sociais, reconhecendo negligência, mas negando intenção. Três instrutores permanecem presos enquanto a investigação sobre o acidente em Limeira continua.
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Uma atriz e influenciadora digital ganhou grande repercussão nas redes sociais depois de publicar um vídeo em defesa de um dos instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.
A jovem morreu durante um salto de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Maria Eduarda morreu no último sábado (13), após cair de uma altura de aproximadamente 27 metros durante a atividade radical. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.
No vídeo divulgado no TikTok, Aline, que diz ser amiga de Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, falou sobre a trajetória do instrutor no esporte e afirmou que ele sempre demonstrou paixão por atividades radicais.
De acordo com a influenciadora, ela conheceu Luis Felipe no período em que ele ainda realizava os primeiros saltos, antes mesmo da criação da empresa responsável pela atividade.
“O Luiz Felipe, esse que está aparecendo em todos os jornais, é meu amigo. A gente saltou pela primeira vez juntos. Ele criou uma paixão por salto, começou a saltar de prédio, cachoeira, ponte e acabou criando uma empresa por causa disso”, afirmou.
Durante o relato, Aline criticou comentários que, segundo ela, tentam apresentar o amigo como alguém que teria causado a tragédia de maneira intencional.
Na gravação, Aline afirmou que não pretende justificar possíveis erros cometidos pelos responsáveis pela atividade. Ainda assim, destacou acreditar que a morte de Maria Eduarda tenha ocorrido por uma falha operacional, e não por uma ação deliberada.
“Não estou aqui para defender a burrice de não terem visto a corda. Infelizmente houve negligência e isso custou a vida da Duda. Ela nunca mais vai voltar. Mas é absurdo dizer que ele fez isso de propósito”, declarou.
A influenciadora também afirmou que Luis Felipe é uma pessoa de bom caráter e pediu que os internautas aguardem o avanço das investigações antes de chegarem a conclusões definitivas sobre o caso.
“Meu coração dói de ver tanta gente desejando a morte dele. Ele não é um monstro. Eu só espero que a Justiça seja feita e que as pessoas não olhem para ele dessa forma”, disse.
Três instrutores responsáveis pela atividade seguem presos desde o dia em que a tragédia aconteceu.
Os investigados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.
No domingo (14), durante audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em flagrante dos três em prisões preventivas.
Os instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual, classificação usada quando, conforme a legislação brasileira, o investigado assume o risco de provocar o resultado morte, mesmo sem intenção direta de matar.
Na última terça-feira (16), os três suspeitos foram transferidos do Centro de Detenção Provisória de Piracicaba para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do acidente e busca esclarecer todas as responsabilidades ligadas à morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.
As conclusões do inquérito deverão indicar se houve falhas de segurança, negligência ou outras condutas que possam ter contribuído para a tragédia durante o salto de rope jump.
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