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Caso Gisele: Justiça decide sobre prisão de coronel acusado de matar a esposa PM

A Justiça tomou uma nova decisão no caso Gisele, envolvendo o coronel acusado de matar a esposa, que era policial militar

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias19/06/2026 às 15:47 19/06/2026 às 16:48

Caso Gisele: Justiça Decide Sobre Prisão De Coronel Acusado De Matar A Esposa Pm
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Instagram / TV Globo

A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto (53), réu pelos crimes de feminicídio e fraude processual na morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana (32).

A decisão foi tomada durante a reavaliação periódica da medida cautelar, prevista na legislação brasileira.

O policial está preso desde 18 de março deste ano. Na época da detenção, ocupava o posto de tenente-coronel, mas a corporação o promoveu à patente de coronel após a aposentadoria.

Juíza mantém prisão preventiva por ausência de mudanças no caso

Ao analisar novamente o caso, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro concluiu que não houve alteração significativa que justificasse a revogação da prisão e manteve a prisão preventiva do acusado.

Segundo a magistrada, permanecem válidos os fundamentos que levaram à decretação da medida cautelar, especialmente diante do avanço da ação penal para a fase de instrução processual, momento em que serão produzidas provas e colhidos depoimentos de testemunhas e envolvidos.

As audiências estão marcadas para ocorrer entre 29 de junho e 3 de julho, período em que o coronel deverá prestar depoimento.

A reavaliação da prisão ocorre em cumprimento ao Código de Processo Penal, que determina a revisão da necessidade da medida a cada 90 dias, independentemente de solicitação da defesa ou da acusação.

Morte ocorreu dentro do apartamento do casal

Gisele foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Ela chegou a ser socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

Em seu depoimento, Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que, na manhã do ocorrido, comunicou à esposa a intenção de encerrar o relacionamento. Segundo ele, Gisele teria reagido de forma exaltada, pedido que ele deixasse o quarto e fechado a porta.

O coronel relatou que foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho. Inicialmente, acreditou tratar-se de uma porta batendo, mas afirmou que encontrou a esposa caída no chão ao sair do banheiro.

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Direitos autorais: Reprodução / Arquivo Pessoal – Gisele Alves Santana

Depoimentos e perícia causaram reviravolta nas investigações

Apesar do registro inicial como suicídio, a polícia passou a investigar o caso como morte suspeita após declarações da mãe da vítima.

Ela relatou que a filha vivia um relacionamento marcado por controle excessivo, agressividade e comportamentos considerados abusivos por parte do marido. Segundo a mulher, o policial proibia Gisele de usar batom, salto alto e perfume, além de exercer rígido controle sobre sua rotina.

Mensagens e denúncia anônima reforçaram suspeitas contra o coronel

Durante as investigações, mensagens extraídas do celular do coronel revelaram episódios de humilhações, ofensas e relatos de violência dentro do relacionamento.

Também surgiu uma denúncia anônima registrada em um Inquérito Policial Militar, apontando que o oficial apresentava comportamento instável e costumava perseguir, intimidar e ameaçar a companheira. A Corregedoria da Polícia Militar instaurou procedimento para apurar os fatos poucos dias após a morte da soldado.

Processo será julgado pela Justiça comum

Em abril, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que o processo deverá tramitar na Justiça comum e não na Justiça Militar. De acordo com a decisão, a análise do caso ocorre pela 5ª Vara do Júri de São Paulo, responsável por julgar acusações de homicídio e feminicídio.

Desde o início da investigação, Geraldo Leite Rosa Neto nega ter matado a esposa. Em entrevista concedida anteriormente, ele afirmou que está sendo alvo de acusações injustas e declarou ter a consciência tranquila.

Com a manutenção da prisão preventiva e o início da fase de depoimentos, o processo entra agora em uma etapa considerada decisiva para o esclarecimento da morte da soldado Gisele Alves Santana.

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