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Descubra como um homem irlandês foi resgatado no mesmo vulcão onde brasileira morreu

Paul Farrel, um irlandês de 31 anos, foi resgatado do monte Rinjani no mesmo dia da queda, em 2024

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoNotícias26/06/2025 às 16:52

Descubra Como Um Homem Irlandês Foi Resgatado No Mesmo Vulcão Onde Brasileira Morreu
Foto: Reprodução/ X

O monte Rinjani, onde a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta quatro dias após uma queda na trilha, já registrou outros acidentes. Em outubro do ano passado, o irlandês Paul Farrell, na época com 31 anos, caiu durante uma caminhada, mas foi encontrado e resgatado com vida.

Farrell conseguiu alertar sobre o acidente. Ele estava voltando pela trilha e parou para retirar pedrinhas dos calçados. Em uma rajada de vento, ele se ajoelhou e o solo arenoso desabou, conforme relatou à BBC Brasil. Ele gritou para uma turista próxima, que foi buscar ajuda no acampamento do seu grupo.

A equipe de resgate já se encontrava na região. O time estava próximo ao local da queda para recuperar o corpo de um jovem que havia se acidentado mais de uma semana antes.

O resgate de Farrell aconteceu no mesmo dia da queda. Uma fonte policial informou a um veículo local que souberam do acidente por volta das 9h (horário local). Após 15 minutos, a equipe que atuava no outro caso já estava se dirigindo à nova ocorrência. Farrell foi retirado por volta das 11h30 e levado a um abrigo de emergência. No entanto, ele estimou à BBC que levou entre cinco a seis horas até a chegada do resgate.

A queda ocorreu a uma distância menor. Farrell caiu e permaneceu cerca de 200 metros abaixo do ponto da queda, enquanto Juliana despencou a 300 metros. Três dias depois, ela foi avistada imóvel em uma profundidade de 500 metros, e seu corpo foi resgatado a 650 metros da trilha.

O irlandês conseguiu se abrigar com mais segurança. Imagens do local onde Farrell foi encontrado mostram-no sentado em uma rocha e protegido do sol, em um trecho mais estável do monte, apesar da inclinação e do risco. Ele apresentava ferimentos leves no ombro e alguns cortes no rosto, pernas e braços.

As condições climáticas pareciam mais favoráveis. Segundo as imagens do resgate, não havia neblina quando o irlandês foi retirado na manhã de 9 de outubro. No caso de Juliana, as condições adversas atrasaram o processo de resgate. A administração do parque informou que a equipe enfrentou “neblina espessa que reduzia a visibilidade e aumentava o risco“.

Histórico de acidentes

O Rinjani, com 3.726 metros de altura, é o segundo maior vulcão da Indonésia e continua ativo. Isso significa que existe a possibilidade de erupção, embora a última tenha ocorrido entre agosto e setembro de 2016, conforme informações do Programa Global de Vulcanismo do Smithsonian Institution.

Infelizmente, turistas já perderam a vida nesse local. Em maio, um turista malaio de 57 anos faleceu no Rinjani após cair enquanto tentava escalá-lo. Em 2022, um cidadão português também morreu ao despencar de um penhasco no cume, conforme relatado pela BBC. Além disso, em 2012, sete estudantes faleceram durante uma escalada.

Em 2018, um terremoto de magnitude 6,4 afetou a área do vulcão, resultando em deslizamentos nas trilhas e causando 17 mortes. Mais de 330 pessoas ficaram feridas, segundo estimativas da mídia internacional e das autoridades da época. A maioria das vítimas era composta por turistas.

Os viajantes ficam surpresos com os desafios que os passeios pelo Rinjani apresentam. De acordo com relatos na plataforma TripAdvisor, as caminhadas e escaladas são fisicamente exigentes e perigosas, especialmente devido aos ventos fortes. Por isso, os mais experientes alertam que é necessário ter preparo físico para enfrentar o Rinjani. Muitos expressam insatisfação com o que consideram uma falta de segurança e infraestrutura adequada no parque.

As trilhas variam de um a cinco dias, dependendo do itinerário escolhido. Algumas delas levam até a borda da cratera vulcânica, onde a vista é deslumbrante.

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