Médicos em Florianópolis suspeitaram da idade de mulher de 37 anos presa em Joinville por falsa identidade

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Uma mulher de 37 anos fingindo ser uma adolescente de 12 anos foi presa em Joinville após suspeitas levantadas por um exame de raio-X em hospital de Florianópolis. A investigação descobriu que ela já utilizava a mesma falsa identidade em outros estados e vivia com uma família local há 14 meses.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Um atendimento realizado no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, foi decisivo para levantar suspeitas sobre a identidade de uma mulher de 37 anos que se apresentava como uma adolescente de 12 anos.
O caso voltou a repercutir após a prisão da suspeita em Joinville, no Norte de Santa Catarina, pelos crimes de falsa identidade e estelionato.
De acordo com a direção da unidade de saúde, a mulher buscou atendimento em setembro de 2023, acompanhada por duas assistentes sociais. Na ocasião, ela relatou sentir dores abdominais e afirmou que era vítima de maus-tratos.
Diante do relato apresentado, a equipe médica realizou exames e acionou órgãos de proteção à infância, entre eles o Conselho Tutelar. No entanto, os resultados dos procedimentos começaram a chamar a atenção dos profissionais que acompanhavam o caso.
Segundo a diretora do hospital, Maristela Biazon, um exame de raio-X mostrou uma idade óssea incompatível com a de uma criança de 12 anos. A partir desse resultado, os médicos passaram a apurar com mais cuidado o histórico da paciente.

Direitos autorais: Divulgação / Policia Civil
Durante as buscas, uma médica localizou reportagens que associavam a mulher a situações semelhantes registradas em outros estados do país. As informações apontavam que ela já teria usado a mesma estratégia em instituições de saúde e assistência social no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Com o avanço das suspeitas, o hospital comunicou o caso às autoridades competentes, que deram sequência às investigações.
A mulher foi presa nesta semana em Joinville. Segundo a Polícia Civil, ela teria vivido por cerca de 14 meses com uma família da cidade fingindo ser uma adolescente autista. A investigação aponta que a suspeita adotava comportamentos infantilizados e fazia uso de objetos associados à infância.
O caso passou a ser investigado depois que uma das pessoas que a acolheram recebeu o alerta de um familiar sobre a verdadeira identidade da suspeita. Ao pesquisar na internet, a família encontrou registros de episódios parecidos envolvendo a mesma mulher.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, e a suspeita segue à disposição das autoridades. A defesa informou que pediu a realização de um exame de sanidade mental e que aguarda a conclusão da perícia antes de se manifestar sobre o mérito das acusações.
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