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Dono de página é preso suspeito de exigir dinheiro para não divulgar fofocas

Polícia Civil de Goiás prende jovem suspeito de extorquir moradores de Uruaçu com páginas de fofoca nas redes sociais

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias29/06/2026 às 14:09

Página De Fofocas Uruaçu
Foto: Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu Lucas José dos Santos, de 23 anos, suspeito de cometer uma série de crimes de extorsão e difamação contra moradores de Uruaçu, em Goiás. Segundo a investigação, ele usava perfis falsos em redes sociais para atingir vítimas. A prisão ocorreu em Piracicaba, no interior de São Paulo, na última sexta-feira (29/6).

De acordo com a PCGO, o investigado criava páginas de fofocas para publicar falsas acusações envolvendo supostas traições, infidelidades, prostituição e outros conteúdos ofensivos à honra das vítimas. Depois, segundo a polícia, ele exigia dinheiro para apagar as publicações ou evitar novas divulgações, criando um clima de medo e constrangimento na cidade.

Em uma das capturas de tela divulgadas pela polícia, Lucas aparece negociando R$ 70 para divulgar uma informação sobre uma pessoa. Uma das páginas que teria sido moderada pelo suspeito se chamava Fofocas_uruaçu e trazia a seguinte descrição: “essa conta e o intuito de trazer informações”

Dono De Página É Preso Suspeito De Exigir Dinheiro Para Não Divulgar Fofocas

Direitos autorais: Divulgação / PCGO

A página continua disponível no Instagram, mas todas as publicações foram removidas.

Operação Fidelidade Hackeada

A prisão foi realizada pela Delegacia de Polícia de Uruaçu, durante a Operação Fidelidade Hackeada. Após as investigações, a Polícia Civil identificou o suspeito, pediu as medidas cautelares cabíveis à Justiça e deflagrou a ação com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), o que resultou na prisão do investigado.

Lucas também aparece em outros 22 registros policiais relacionados a denúncias semelhantes. Os casos foram registrados em diferentes estados, incluindo Maranhão, Tocantins, Rio Grande do Norte, Piauí, Goiás e Mato Grosso.

A PCGO pediu autorização à Justiça para divulgar a imagem do investigado. Segundo a corporação, a medida tem como objetivo ajudar no reconhecimento do suspeito por possíveis vítimas e testemunhas.

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