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Em Itajaí, assassino de mãe e padrasto contratou cunhado como capanga

O cúmplice que auxiliou o filho de Susimara Gonçalves de Souza a assassinar ela e seu marido, Pedro Ramiro de Souza, é cunhado do jovem

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoNotícias07/02/2025 às 11:25

Em Itajaí, Assassino De Mãe E Padrasto Contratou Cunhado Como Capanga
Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

O comparsa que auxiliou o filho de Susimara Gonçalves de Souza a assassinar ela e seu marido, Pedro Ramiro de Souza, é cunhado do jovem. Essa informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (5), após a equipe efetuar a prisão preventiva do segundo suspeito, de 18 anos.

Os empresários Susimara e Pedro foram mortos pela dupla dentro de sua casa em novembro do ano passado.

Detalhes do plano macabro

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Roney Péricles, o filho teria acordado um pagamento de R$ 10 mil ao irmão da namorada para que ele o acompanhasse nas execuções. O autor principal planejava obter o dinheiro por meio dos aluguéis das quitinetes que herdaria.

A motivação financeira seria, inclusive, a razão dos homicídios, já que o jovem de 24 anos herdaria o patrimônio do casal, comentou o delegado. Ainda não está claro se a namorada tinha conhecimento do plano, mas as últimas investigações devem esclarecer a possível participação de uma terceira pessoa.

A execução e a descoberta dos crimes

Naquela noite, o filho e o cunhado adentraram a residência e aguardaram as vítimas, que foram assassinadas por asfixia. Depois disso, o próprio autor contatou a polícia ao supostamente encontrar sua mãe e padrasto sem vida.

No início de dezembro, ele foi detido, mas ainda era necessário esclarecer quem o ajudou. Ao ser confrontado pela Polícia Civil e perceber que o nome do cunhado já era uma certeza para os investigadores, o filho acabou admitindo a “contratação” do irmão da namorada para ajudar na elaboração e execução do plano.

Além da prisão, na residência do cunhado foram confiscados dois celulares, partes de uma bicicleta e roupas. Ele foi encaminhado ao presídio de Itajaí e deverá responder pelos mesmos crimes que o comparsa: homicídios qualificados motivados por razões torpes e por asfixia.

O dia da descoberta

Os bombeiros foram acionados na tarde de 23 de novembro para a residência de Suzy e Ramiro, localizada no bairro Espinheiros. O filho foi quem fez a ligação pedindo socorro. Ele relatou que não conseguia estabelecer contato com o casal e decidiu ir até a casa para checar a situação. Ao chegar, encontrou os corpos. As vítimas apresentavam marcas de asfixia no pescoço, além de estarem amarradas e amordaçadas.

Uma câmera de segurança conseguiu gravar o que a polícia suspeita ser o grito da mulher momentos antes de seu assassinato. O equipamento que registrou o som está localizado na casa ao lado da residência do casal. A gravação mostra quando o carro deles entra na propriedade. O relógio indicava 0h53min de sábado (23). Dois minutos depois, é possível ouvir os gritos da mulher.

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