Um jovem de 24 anos foi preso e admitiu ter assassinado o cunhado

Um jovem de 24 anos foi detido na manhã desta segunda-feira (17) e admitiu ter assassinado Delsio Emanuel Lopes de Oliveira, de 27 anos, na madrugada de domingo (16).
Algumas horas antes do crime, a parceira de Delsio havia buscado a polícia em busca de uma medida protetiva após ter sido agredida em sua residência. O caso ocorreu na cidade de Ivinhema, localizada a aproximadamente 289 quilômetros de Campo Grande (MS).
Às 10h39 de sábado (15), a mulher de 22 anos foi à Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema para registrar uma queixa contra Delsio, com quem tem uma filha de seis meses.
Durante o depoimento aos investigadores, ela relatou que na noite anterior havia sido agredida e ameaçada. Ela afirmou que as violências eram frequentes em seu relacionamento.
Desesperada, a mulher contou que conseguiu escapar de casa na manhã do dia seguinte, enquanto Delsio ainda dormia. Após isso, procurou a polícia. Em estado emocional abalado, revelou que sofria socos, era agredida com um cabo de vassoura, queimava-se com cigarros e que Delsio ainda lhe batia os dedos com um martelo e ameaçava jogar gasolina em seu corpo para atear fogo.
Entre as ameaças proferidas por ele estava:
Se não ficar comigo, você vai ficar a sete palmos embaixo da terra.
Além disso, segundo o boletim, ameaças também eram direcionadas aos familiares da vítima. Ao final do registro, ela solicitou uma medida protetiva.
Conforme o delegado Robson Ferraz Goncalves, responsável pelas investigações, após a mulher procurar ajuda policial, o irmão dela foi até a casa do casal, no Bairro Água Azul, para confrontar Delsio sobre as agressões e ameaças. No local, ele disparou contra o cunhado, atingindo-o no abdômen. Delsio conseguiu correr por cerca de 100 metros antes de cair na rua e falecer.
O delegado informou que o flagrante foi formalizado e o jovem confessou o crime. Detalhes adicionais do interrogatório não foram divulgados.
Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
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