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Marido da cantora Perlla, empresário Patrick Abrahão é preso no Rio em operação da PF

A ação, com nome La Casa de Papel, é contra “um esquema de pirâmide financeira transnacional em mais de 80 países”.

Avatar De Redação - O SegredoRedação - O SegredoNotícias19/10/2022 às 12:25 23/12/2022 às 01:59

Foto: Reprodução/ Instagram

O músico e empresário Patrick Abrahão, marido da cantora Perlla, foi preso nesta quarta-feira (19) na Operação La Casa de Papel, da Polícia Federal (PF), da Receita Federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM), contra “um esquema de pirâmide financeira transnacional” que criou a própria criptomoeda e a supervalorizou artificialmente.

Segundo as investigações, a rede de Patrick, a Trust Investing, lesou pelo menos 1,3 milhão de pessoas em 80 países e lhes impôs um prejuízo de R$ 4,1 bilhões.

(O site O Segredo errou ao informar que o nome da empresa de Patrick era Trade Invest. O nome correto é Trust Investing. A informação foi corrigida às 00h57 de 23/12.)

Prisão em condomínio de luxo

Além de expedir 6 mandados de prisão e 41 de busca, a 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande (MS) determinou o bloqueio no valor de 20 milhões de dólares (R$ 105,7 milhões, no câmbio atual).

Ainda foi determinado o sequestro “de dinheiro em contas bancárias, imóveis de altíssimo padrão, gado, veículos, ouro, joias, artigos de luxo, mina de esmeraldas, lanchas e criptoativos em posse das pessoas físicas e jurídicas investigadas”.

Direitos autorais: Reprodução/Policia Federal

Os mandados foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Santa Catarina. Patrick foi preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a PF, Patrick é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional, evasão de divisas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, usurpação de bens públicos, crime ambiental e estelionato.

Direitos autorais: Reprodução/Instagram

Apreensão de esmeraldas

A investigação começou em agosto de 2021, quando dois dos investigados foram pegos em flagrante em Dourados (MS), a caminho do Paraguai, com escolta armada e esmeraldas avaliadas em 100 mil dólares.

Segundo a PF, as joias “estavam ocultas e não tinham origem legal, pois estavam amparadas em nota fiscal cancelada”.

A partir daí, foi descoberta uma rede com uma presença “massiva nas redes sociais”. Os investigados arregimentavam “centenas de ‘team leaders’” e contavam com “a estrutura e o apoio de uma entidade religiosa pertencente a um deles”.

Direitos autorais: Reprodução/Policia Federal

Com essa rede, os empresários “atuavam para captar recursos e, assim, gerir uma empresa que oferecia pacotes de investimentos e aportes financeiros desde 15 dólares a 100 mil dólares, com promessa de ganhos diários em percentuais altíssimos”.

“A organização criminosa prometia que os investimentos seriam multiplicados em ganhos diários, que poderiam chegar a até 20% ao mês e mais de 300% ao ano, através de transações no mercado de criptoativos por supostos ‘traders’ a serviço da empresa”, descreveu a PF.
A rede também recomendava que cada investidor captasse novos membros, “em mecanismo que chamavam de ‘binário’”.

Direitos autorais: Reprodução/Instagram

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