quinta-feira, 04 de junho de 2026
Dólar R$ 5,060 -0,03%
Euro R$ 5,871 0,00%
CLUBE OS

Marido da mulher que pulou do prédio para escapar de esfaqueamento se entrega à polícia

O marido da mulher que se jogou de um prédio para não ser esfaqueada se entregou à polícia

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoNotícias09/04/2025 às 11:07 09/04/2025 às 11:10

Marido Da Mulher Que Pulou Do Prédio Para Escapar De Esfaqueamento Se Entrega À Polícia
Jhenipher Sabriny de Oliveira tem medida protetiva contra o suspeito — Foto: Reprodução/ TV Globo

O marido da mulher que saltou de um prédio para evitar ser esfaqueada se apresentou à polícia nesta terça-feira (8). O caso ocorreu em fevereiro deste ano, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Pablo Henrique Oliveira Rodrigues, de 32 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no mês passado e estava foragido. Ele é investigado por tentativa de homicídio contra sua parceira, Jhenipher Sabriny de Oliveira, de 31 anos.

Conforme informações da Polícia Civil, o homem foi interrogado na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Contagem na tarde de terça-feira (08). O Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família está conduzindo as investigações.

Em uma declaração à imprensa, o advogado Glauber Paiva negou que Pablo Henrique Oliveira Rodrigues tenha cometido qualquer agressão e solicitou ao Judiciário que ele possa responder em liberdade.

Tentativa de feminicídio

No dia 23 de fevereiro, Jhenipher Sabriny de Oliveira precisou pular de uma altura de sete metros para escapar do marido, Pablo Henrique Oliveira Rodrigues, que a ameaçava com uma faca.

A empresária ficou em tratamento médico por várias semanas devido a fraturas nas pernas e braços resultantes da queda. Ela relatou que o companheiro parecia sob efeito de drogas e estava agressivo no momento do incidente.

Segundo a vítima, a violência do homem ocorreu após ela recusar retirar R$ 10 mil da conta bancária da empresa do casal, pois aquele valor seria destinado às despesas da loja.

Ainda segundo o relato feito à Polícia Militar, durante uma discussão em casa, o suspeito pegou uma faca e começou a ameaçá-la. Jhenipher aguardou um momento em que ele estivesse distraído e pulou pela janela do quarto.

Eu pedi ajuda aos meus familiares paternos, e eles pediram medida protetiva para mim. Eu tenho medo, sabe? Eu preciso de ajuda, e se eu não pedir ajuda, eu vou ser mais um número. E eu não quero ser mais um número.

Pedido de socorro

Após a queda, a vítima sofreu ferimentos pelo corpo e foi socorrida por vizinhos. “Ele desceu do prédio e eu gritei por socorro. Ele me pegou [no colo] e eu gritei, falei da faca, mandei ele levantar a blusa. Pensaram que, pela queda, eu estaria alucinando“, contou Jhenipher.

O suspeito a segurou nos braços, colocou-a dentro do carro e deixou o local rapidamente. A vítima avistou uma viatura da Polícia Militar e estendeu um dos braços para fora, pedindo socorro.

Os policiais abordaram o veículo, e o homem afirmou que estava levando a mulher até a UPA Ressaca, em Contagem. No hospital, Jhenipher permaneceu internada por 12 dias, tendo seu agressor como acompanhante.

Desde o caso, ela segue um tratamento contínuo e utiliza medicação diariamente para controlar a dor.

Eu fiquei 12 dias com ele no hospital, ele não deixava ninguém ficar comigo. Por medo, eu omiti esse caso esse tempo todo, porque vejo na televisão que a vítima quando pede ajuda, nem sempre tem sucesso. O agressor ainda termina de matar contou a vítima ao portal g1.

O ocorrido foi denunciado ao Ministério Público de Minas Gerais e à Polícia Civil.

Marido Da Mulher Que Pulou Do Prédio Para Escapar De Esfaqueamento Se Entrega À Polícia

Justiça de MG determina prisão de Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues por tentativa de feminicídio — Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

Destaque-o e pressione Ctrl + Enter.

Cadastre-se para comentar

Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.

Cadastro gratuito Conta pessoal para participar Entrada rápida com Google ou Facebook Retorno direto para esta matéria

Liberar área de comentários

Conta gratuita Sem pagamento nesta etapa
Criar conta para comentar
Depois de entrar, recarregue a página para liberar o formulário.

PUBLICIDADE

Todos os campos são obrigatórios.