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Médica acusada de matar marido em Sergipe é achada morta após voltar a presídio

Médica acusada de orquestrar o assassinato do marido, o advogado José Lael, é encontrada morta em cela no presídio de Sergipe

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoNotícias10/09/2025 às 09:09 10/09/2025 às 09:33

Foto: Reprodução / Instagram

A médica Daniele Barreto, de 47 anos, foi encontrada morta na cela do Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, na tarde de terça-feira (09).

A morte ocorreu pouco após seu retorno ao presídio, onde cumpria mandado de prisão. Ela havia sido internada em uma clínica de repouso em Aracaju no dia 1º de setembro.

Daniele era acusada de orquestrar o assassinato de seu marido, o advogado José Lael de Souza Rodrigues Junior, de 42 anos. O crime ocorreu em outubro do ano passado, em Aracaju.

Ela foi detida em dezembro do mesmo ano e, desde maio, estava em prisão domiciliar por decisão do STF. Na última semana, essa decisão foi revogada, e ela deveria ter retornado ao sistema prisional, mas alegou problemas de saúde.

Na manhã de terça-feira, Daniele participou de uma audiência de custódia. Ficou determinado que ela seria acompanhada por um médico para tratar de seu Transtorno de Personalidade Borderline dentro do presídio, e não na clínica.

Por volta das 16h20, seu advogado foi visitá-la e encontrou Daniele desacordada na cela. A equipe de saúde foi acionada, realizou os primeiros socorros e chamou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que confirmou o óbito no local, conforme informou a Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor.

A administração do presídio instaurou um procedimento administrativo para investigar o caso, e a Polícia Civil também abrirá uma investigação.

O assassinato de José Lael

Médica Acusada De Matar Marido Em Sergipe É Achada Morta Após Voltar A Presídio

Direitos autorais: Reprodução / Arquivo pessoal

José Lael, um advogado criminalista, foi assassinado por dois homens que o abordaram, descendo de uma motocicleta e disparando contra o carro em que ele estava. O crime ocorreu em 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, no bairro Jardins, na zona sul de Aracaju.

O filho de Lael, Guilherme Rodrigues, de 20 anos, também estava no veículo e foi atingido, mas sobreviveu após ser socorrido.

Daniele era uma cirurgiã plástica de renome no estado, com 145 mil seguidores em seu perfil no Instagram, onde compartilhava sua rotina profissional e momentos em família. Além de Sergipe, ela possuía registros para atuar nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro.

Ela se tornou suspeita após depoimentos e imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia. Os vídeos mostraram um carro parado em frente ao prédio onde Lael morava, instantes antes de ele sair pela última vez.

O veículo seguiu as vítimas até uma lanchonete e, em seguida, orientou os dois homens na motocicleta que executariam Lael.

Esse carro trouxe uma nova pista importante: alguém informou o momento exato em que ele saiu de casa.

Fomos investigar e vimos que só a esposa estava em casa
explicou a delegada Juliana Alcoforado, diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa)

Lael e seu filho foram a uma lanchonete na orla de Aracaju para comprar açaí, a pedido da esposa do advogado. No retorno, foram seguidos. “Em um dado momento a moto emparelha o carro e alguém deflagra os tiros“, relatou a delegada.

Além das imagens, o comportamento de Daniele após a morte do marido chamou atenção. Rosane Rodrigues, irmã da vítima e também médica, relatou que Daniele teve uma reação atípica para uma esposa enlutada.

Daniele não compareceu ao sepultamento do marido. Segundo Rosane, ela foi ao cabeleireiro e depois contratou uma empresa para limpar o sofá e as cadeiras da casa para remover o cheiro dele. No dia seguinte, ao visitar a casa do irmão, Rosane encontrou todos os pertences dele embalados para doação.

Rosane também recebeu informações de que Daniele teria alugado uma casa de praia e viajado logo após a morte.

O comportamento não foi o de uma viúva, porque nós estamos dilaceradas, perdemos um ente querido, maravilhoso; uma pessoa protetora que cuidava de nós e incapaz de apunhalar alguém pelas costas

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