Jovem relata possíveis falhas em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira

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Thais Macedo realizou um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, Limeira, um dia antes da morte de Maria Eduarda, e relatou irregularidades na segurança do equipamento, como uma corda remendada e a colocação da corda apenas no momento do salto. Maria Eduarda caiu de 40 metros porque não estava conectada à corda de s...
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Uma jovem realizou um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), um dia antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no mesmo local. Thais Macedo, de 23 anos, relatou que chegou a questionar a equipe responsável sobre o uso de uma das cordas durante a atividade.
O portal O Segredo tenta contato com a defesa dos envolvidos no caso e aguarda retorno.
Thais saltou na véspera da morte de Maria Eduarda. Segundo ela, a experiência aconteceu na sexta-feira (12), na Ponte do Esqueleto. O vídeo do salto foi publicado antes da morte de Maria Eduarda, mas começou a viralizar depois que o caso passou a repercutir nas redes sociais.
A jovem afirma que não tinha conhecimento sobre possíveis irregularidades na operação. Thais contou que encontrou a empresa por meio das redes sociais e disse que os vídeos da atividade apareciam com frequência para ela no Instagram.
De acordo com a empresária, o perfil transmitia confiança. Ela afirmou que não sabia que a prática não era regulamentada no Brasil e que a empresa demonstrava segurança no contato com os clientes.
“Eu não tinha nenhuma ciência de que eles eram ilegais [o rope jump não é regulamentado no Brasil], até porque eles não passam isso para você. Eles passam total credibilidade, conversam com você e transmitem segurança.”
Thais relatou que, no dia em que fez o salto, viu uma corda sendo remendada com fita adesiva do tipo silver tape. Segundo ela, havia duas cordas disponíveis no local, uma posicionada à esquerda e outra à direita.
A jovem disse que ficou insegura ao perceber a movimentação da equipe em uma das cordas e pediu para que aquela não fosse utilizada. Como a outra corda seguiu sendo usada normalmente, ela afirmou que, naquele momento, não entendeu a situação como algo tão grave.
“A [corda] da direita, eu não sei se arrebentou ou o que aconteceu, mas eles começaram a mexer muito nela. A gente viu que pegaram uma [fita] silver tape, cortaram e foram colocar na corda. A gente acabou pedindo para não usá-la, mas não chegamos a denunciar por estarem usando a outra corda, que funcionou normalmente. Ninguém achou que fosse nada demais”, Thais Macedo.
O salto feito por Thais foi no estilo conhecido como “aviãozinho”, o mesmo realizado por Maria Eduarda. A empresária contou que foi carregada por três homens e lançada da estrutura. Segundo ela, crianças também fizeram o mesmo tipo de salto naquele dia.
“Esse foi meu principal pensamento, porque a criança que estava lá fez o ‘aviãozinho’ exatamente da mesma maneira.”
O portal O Segredo questionou a defesa dos três homens envolvidos no caso sobre o relato de Thais, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.
Thais afirma que, no caso dela, a equipe realizou checagens antes do salto. Segundo a jovem, foram verificados capacetes, coletes e cordas antes da atividade.
“Eles checam primeiro o colete. É um colete em cima e outro embaixo para te segurar. Nesse colete, tem dois fechos grandes, bem visíveis, e depois mais um fecho unindo os dois. Depois, vêm as duas cordas presas ali, teoricamente.”
Ela também disse que a corda era colocada somente quando a pessoa já estava prestes a saltar, momentos antes de ser lançada da ponte.
“É a última coisa. Eles colocam a corda só quando você vai pular, quando você é a próxima da fila”
Thais publicou o vídeo do salto em seu perfil no dia 12 de junho, antes da morte de Maria Eduarda. Depois da tragédia, o conteúdo voltou a circular e recebeu comentários de pessoas que relacionaram a experiência ao caso.
A jovem afirmou que não pretende apagar a publicação, por considerar que se trata de uma experiência pessoal. Apesar disso, reforçou que não deseja incentivar outras pessoas a realizarem o salto.
“Não culpo nunca a vítima. Isso foi culpa de quem estava lá e de quem tinha de fazer o mínimo, o básico, que era proteger as pessoas.”
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado (13) durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto. Ela caiu de uma altura aproximada de 40 metros após ser lançada sem estar conectada à corda de segurança.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo UOL, um vídeo apresentado à polícia mostra o momento em que três pessoas, apontadas como integrantes da empresa responsável pelos saltos, levantam Maria Eduarda e a arremessam da ponte. O documento afirma que não havia equipamento de segurança preso à jovem no momento da queda.
Três homens foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em preventivas.
Em depoimento, um dos suspeitos declarou que não havia divisão fixa de funções para a checagem dos equipamentos. Ao Fantástico, da TV Globo, a defesa dos presos afirmou que eles estão em estado de choque e não conseguem explicar o que aconteceu.
A Ponte do Esqueleto fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis. A estrutura, que está desativada, costuma atrair visitantes para trilhas, ciclismo e esportes radicais. Após a morte de Maria Eduarda, a Prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por suposta omissão na fiscalização e no controle de acesso ao local.
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