A polícia prendeu o oftalmologista José Gabriel Bloise de Meira, suspeito de matar duas pessoas e ferir outra em Itapetininga (SP)

O médico oftalmologista José Gabriel Bloise de Meira, suspeito de assassinar duas pessoas e incendiar uma clínica em Itapetininga (SP), foi preso na tarde desta terça-feira (21).
O crime, que chocou a cidade, ocorreu na segunda-feira (20), deixando duas vítimas mortas e uma terceira em estado grave. O suspeito foi levado à delegacia, onde presta depoimento.
De acordo com informações da Polícia Civil, uma terceira vítima, identificada como Aguinaldo Antônio de Queiroz, foi socorrida em estado crítico e levada para o Hospital Doutor Léo Orsi Bernardes (HLOB).
Ainda na tarde de terça, ele foi transferido para uma unidade hospitalar em Sorocaba.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam diversos itens com o suspeito, incluindo a arma de fogo usada no crime, as roupas e o boné que ele vestia no dia do ataque, além de um colete à prova de balas, dinheiro em espécie, um computador, um celular e um cofre.
Segundo a polícia, José Gabriel não ofereceu resistência à prisão.
Ele foi conduzido à delegacia de Itapetininga, onde o caso é investigado como duplo homicídio e tentativa de homicídio.
Uma câmera de segurança instalada nas proximidades da clínica registrou o momento em que o suspeito caminhava calmamente pela calçada por volta das 16h30 de segunda-feira (20).
No vídeo, ele aparece andando tranquilamente até parar próximo a um poste. Depois, atravessa a rua e segue em direção à clínica. Minutos depois, o ataque aconteceu.
As imagens também mostram o momento em que o homem chega ao local do crime, demonstrando frieza e segurança nas ações.
Segundo testemunhas, nenhum barulho de discussão foi ouvido antes dos disparos.
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada após vizinhos perceberem fumaça e ouvirem gritos vindos do prédio.
Quando chegaram, os agentes encontraram Marcelo de Souza Nogueira e Paulo Correia Leite Junior já sem vida dentro de um cômodo em chamas. Aguinaldo Antônio de Queiroz foi localizado ferido em uma sala ao lado.
De acordo com o boletim de ocorrência, as três vítimas foram atingidas por disparos na cabeça. Uma delas ainda apresentava corte profundo no pescoço. As investigações apontam que o médico usou álcool em gel disponível na própria clínica para incendiar o local logo após os assassinatos.
“O cenário encontrado era de extrema violência e destruição. As vítimas estavam em um dos cômodos que foi completamente tomado pelas chamas”, relatou um dos agentes que participaram da ocorrência.
Os corpos de Marcelo e Paulo foram sepultados na tarde de terça-feira (21). O primeiro foi enterrado em Itapetininga, enquanto o segundo foi levado para São Miguel Arcanjo (SP), onde residia. Familiares e amigos compareceram aos velórios, abalados com a brutalidade do crime.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como homicídio tentado e está sob responsabilidade da Polícia Civil, que analisa imagens de câmeras de segurança e coleta depoimentos para esclarecer a motivação do crime.
Os investigadores também apuram se o crime teve relação com motivações pessoais ou profissionais, já que o suspeito era conhecido das vítimas e frequentava a clínica.
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